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"Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo. Temos todo o tempo do mundo." Renato Russo


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Sábado, Maio 31

NOT DEAD, BUT GONE BEFORE!


QUALQUER DIA, AMIGO…


É assim. De repente encontramos uma trilha que, a princípio, nos parece tortuosa e incerta. Paramos, refletimos, propomos barganhas, avaliamos os riscos e mesmo assim, não nos sentimos seguros em segui-la ou não.

Tudo acontece num átimo de segundo e se a decisão não vier, podemos estar perdendo a chance de nossas vidas. Mas, ela sempre vem. De uma maneira ou de outra, até a demora ao decidir, pode pôr fim as escolhas que temos.

Ousar não é um privilégio adquirido. É, antes, uma característica desejável e nem sempre benéfica. Vão-se os anéis e ficam os dedos. Certo? Errado! Tem sido mais fácil perdermos os dedos, enquanto nos restam frios e vis anéis.

Muita gente boa tem deixado pra nós apenas as relíquias vaidosas e insensíveis do que antes era um democrático espaço de intercambio de afetos. Muita gente tem preferido levar seus dedos amorosos para longe da imperfeição do ouro talhado por mãos defeituosas.

“Mas, é ouro!”, dirão. “É só mais um metal que nada representa!”, acrescento. Frieza e ostentação banal que se pretende ser simbólico. Nada mais que brilho refratário e sem valor de mercado. Que falta farão os dedos!

Muito tempo passou desde a última vez em que um redemoinho de emoções motivou alguma coisa, de fato, inspiradora. De lá pra cá, meus dedos autônomos percorreram teclados diversos e, solitários, encontraram a paz.

Penso que, assim é e assim haverá de ser para os demais articuladores desse mesmo desejo de paz.

Hoje, cheguei disposta a comentar e repartir as alegrias de conquistas alcançadas através de uma dessas escolhas feitas nas encruzilhadas da vida. Cheguei saltitante e feliz como quem vem pela estrada de caramelos percorrida por João e Maria.

Descobri, ao chegar, que as migalhas que vim deixando pela estrada não só haviam sido comidas pelos pássaros (nesse caso, urubus), como também a casa de chocolates havia sido destruída e a bruxa que ali vivia, voltou a ser inquilina dos personagens mais célebres.

Sem a fantasia, sem a magia e sem a segurança de sabermos que no fim o mal vence o bem, resta-nos a opção de seguirmos pela floresta negra e assustadora, onde o lobo mau nos espera, como sempre, a espreita e maliciosamente oportunista.

Por outro lado, sem o bem para combater, o mal estará fadado a desaparecer consumido pelas labaredas do fogo que expele de sua boca malcheirosa e fétida. Suas garras se atrofiarão e a fome de maldade os fará comer os próprios filhotes.

Ou, apenas para seguir as linhas previstas pelas escrituras, pode ser que sobrevivam alimentando-se das glórias perdidas e do próprio veneno que, acreditam mesmo, ser o elixir da sabedoria e da justiça.

É necessária a sobrevivência da escuridão para não esquecermos o valor da luz. É necessária a manutenção do mal para o ressurgimento do bem que o combaterá. Da antítese das forças, tenho certeza, ressurgirão novos dedos desprovidos de anéis de falso ouro.

Assim, adio um pouco mais o relato de meus êxitos para homenagear aqueles que um dia abrilhantaram a força- tarefa de transformar a blogosfera num ambiente respirável. Aqueles que depositaram seus sonhos e espalharam carinho e bem querer.

Não são combalidos, como querem nos fazer acreditar os supostos sobreviventes. São mártires enviados com seus exércitos não para dissipar o mal e sim trazê-lo à tona e obrigá-lo a mostrar sua face medonha.

A missão dos que foram e dos que ainda virão, será sempre desentocar quem se esconde na escuridão e dar-lhes a opção da trilha de luz. Vislumbrou quem quis, seguiu quem pôde, optou por ele, quem teve juízo.

Fica, então, meu já saudoso agradecimento aos que se dedicaram á essa árdua tarefa e que, hoje, descansa feliz e em paz sobre os méritos e as recompensas de se saber parte de uma elite formada por pessoas do bem.

A esses heróis da resistência, á esses mártires que tanto doaram de si e, tantos salvaram: meus sinceros agradecimentos e desejo que a decisão de encerrar a missão tenha sido em seu tempo e que traga consigo a paz e a alegria que merecem.

* Dedico esse post a todos os links do lado direito dessa página, que por algum motivo, não mais estão ou estão pouco ativos.

PARABÉNS "XIS", POR SEU ANIVERSÁRIO!







- posted by Mara


Sábado, Maio 24

NÃO PRECISO DO ONTEM...


PARA CHEGAR NO AMANHÃ!


Tá! Então tá combinado. Somos mesmo um povo sem memória. Mas creio que podemos ser benevolentes. Há coisas que simplesmente não queremos lembrar. As vezes funciona. Outras que esquecemos deliberadamente e outras, que com um leve estímulo recuperamos, em detalhes, não só o fato como também as sensações que nos causaram.

O fato é que, o que para uns é considerado arquivo, pra outros não passa de lixo saudosista. E assim seguimos nos aperfeiçoando na arte de “esquecer”.

Eu confesso que minha memória tem prazo de validade. Acumulo tantas informações que depois de um certo tempo, sem esforço, elas simplesmente desaparecem. O resultado disso é que, lugares que visitei, pessoas que conheci e até momentos “inesquecíveis” acabam esquecidos.

Quer saber? Graças a Deus! Senão, o que seria dos memorialistas, historiadores e das reuniões de família? Pra que serviriam, não fosse para nos fazer perceber que andamos “comendo bola” na valorização da passagem do tempo?

Existem, porém, algumas lembranças que são tão vívidas que nem poderiam ser classificadas assim. Nos vêm à mente como um fato recente e trazem consigo a estranheza do “parece que foi ontem”. E foi. Ficaram estacionadas no ontem das nossas experiências.

No fundo, nossas memórias estão lá mesmo: no fundo. Basta buscar e vamos encontrando peças do quebra-cabeça de nossa vida. Daí é só separar o que nos interessa, do que interessa aos outros e teremos um relato atraente capaz de prender a atenção.

O resgate de fatos do passado pode ter sua utilidade, é claro. Podem servir de prevenção de erros, incitar comportamentos e até pra provar que existimos. Mas é preciso usá-lo com sabedoria, e não por vaidade.

Essa prática pode ser libertadora. Como a lembrança é nossa, podemos compô-la como bem entendemos. Podemos acrescer ou subtrair o quanto quisermos e, se alguém se opuser, é só inflar o peito e dizer: “ah! Mas é assim que eu me lembro!” Ninguém ousará refutar seu direito de lembrar... com conveniencia.

Mas será, realmente, que nossa história e o que a compõe, fala pelo que somos? Se o passado serve para tanto aprendizado, não seria certo afrimar que o presente é a prova contundente de que o passado não existe?

Do contrário ele, o passado, seria presente. E de nada nos serviria lembra-lo já que foi útil apenas para formular o hoje.

Se estamos satisfeito com os resultados, para que reavivar o processo doloroso de aprendizado que passamos? Para compor o futuro, dirá você, apressadamente.

Ok. Há um certo sentido nisso. Mas, falar do futuro demandaria um novo post, então sugiro apenas uma breve reflexão: Se nosso presente é o resultado de um processo chamado passado, porque haveríamos de desejar um futuro? Porque raios, nunca estamos satisfeitos?

Porque projetamos um futuro se temos a oportunidade de, através de um passado rico de experiências, vivenciarmos um presente de acertos? Vai entender a alma humana...

Talvez, então, nosso presente não esteja assim tão digno de ser considerado uma meta atingida. Talvez, então, devamos nos dar mais uma oportunidade de seguirmos em frente e buscar a chance de um presento de êxito.

Tá. Então, o presente deve ficar no passado e é tempo de recomeçar. Certo? Errado. Pelo menos é o que pensa a maioria. Sempre haverá quem vá buscar lá atrás exemplos do que fazer para chegar lá na frente. Resultado: viverão eternamente no passado. Não há futuro possível assim.

Vamos combinar? Tudo que acabei de escrever e que você acabou de ler, já é passado. Essa linha que surge, agora, na ponta de meus dedos é o presente. E o futuro...bom, o futuro vou registrando na medida em que vou alimentando o blog com meu presente.

Meu presente é composto da antecipação ansiosa e feliz de estar de posse das passagens aéreas que me levarão ao próximo destino do meu programa. Meu futuro estará presente, sempre que o passar do tempo for generosamente lento e me permita registrá-lo.

Mas, uma coisa tenham certeza: ontem, hoje ou amanhã, esteja eu onde estiver, vocês serão os primeiros a ler meu presente virando passado e, claro, meu passado presente, que são vocês, me guiando para um futuro mais que perfeito.

Confuso? Resumo: Não posso convidá-los a me acompanhar rumo ao futuro, porque jamais deixarei de estar presente entre vocês. Não é possível levar alguém a conhecer além de uma esquina que ainda não dobramos.

Assim, fiquem com Deus e aguardem notícias lá do futuro!


*texto sem correção


- posted by Mara


Segunda-feira, Maio 19

UM AMOR ASSIM DELICADO...


...DÁ PRA ENTENDER, NÃO DÁ?


Mulher é mesmo um bicho esquisito. Temos, mais que ninguém, os sentidos super desenvolvidos. Os cinco sentidos, habitualmente enaltecidos estão sempre para além do inimaginável. Os outros vamos aprimorando ao longo da vida. E não são poucos.

Somos capazes de amar, odiar, “subir e descer do salto”, rir e chorar numa velocidade tão acelerada que são poucos os homens capazes de acompanhar sem algum esforço e, tolerância, diga-se de passagem.

Somos sensíveis a quase tudo. Mudanças da lua, de empregadas, do clima e, sobretudo, do humor. Nosso e de quem estiver ao redor. Somos assim desde crianças e, ainda que já tenhamos ultrapassado a chamada fase de adaptação como seres humanos, seguimos nos emocionando diante das intempéries.

Isso nos faz tão especiais. Somos imprevisíveis e adaptativas.

Os três parágrafos de obviedades acima servem como constatação explicativa tanto para a ternura desmedida que sentimos por nossos animais de estimação, como também, para o mais profundo desgosto causado por pequenas decepções.

A verdade é que esses sentimentos não são mensuráveis a partir de si mesmos, e sim, por quem o desperta. Confesso que existem mesmo seres humanos que despertam em mim muito menos apreço do que os animais.

Por outro lado, são raros os animais capazes de aflorar em mim sentimentos negativos na mesma medida que determinados seres humanos. Bom, talvez me sirva de justificativa o fato de que, quadrúpedes ou bípedes, somos todos filhos de Deus. (ainda que uns, sequer, “lembrem” seus criadores.

É claro que sermos bons ou ruins nada tem a ver com a condição sexual. Mas, tanto se falou de sentimentos maternais que é natural que exijamos mais das mulheres. Por nossa missão “geradora”, supõe-se que deveríamos ter também maior capacidade de zelo por nossos semelhantes.

Conheço gente a quem foi negada essa missão. Outras que, negou a si mesma e também as que, por negar a si mesma por tanto tempo, quando titubeou já era tarde demais e aí lhe foi negado.

Cada caso é um caso. Mas a maioria das que foram acometidas, voluntariamente ou não, pela privação do exercício da maternidade, procura meios para compensá-la. Tornam-se amigas, irmãs, vizinhas, parceiras tidas como “verdadeiras mães”.

Há, inclusive, as que devotam esse “amor maternal” por seus animaizinhos de estimação. Muita gente se indigna. Mas convenhamos: antes isso do que nada. Antes sermos capazes de amar incomensuravelmente um bichinho do que usarmos essa mesma medida para o desamor desmedido.

E como não falar das que se são capazes de ampliar e dividir essa capacidade até com os que não são capazes de reconhecê-la? São poucas, é claro e, acabam sendo canonizadas, mas, existem.

Mulher é um bicho esquisito e, graças a Deus, é capaz de metamorfosear seus sentimentos e adaptá-los a qualquer necessidade que lhe exijam. Amam e sofrem além da compreensão até de outras mulheres. Será?

Ou será que as que não compreendem, são justamente as que perderam ou, nunca tiveram igual capacidade?

Passaram tanto tempo em busca da igualdade sexista, aprimoraram seus dons intelectuais, apostaram todas as suas fichas na ascensão e na busca de um “lugar ao sol”, que não tiveram tempo pra exercer a feminilidade, a leveza e, acima de tudo, a doçura do amor maternal.

Ou, talvez, tenha sido ao contrário: por nunca terem possuído tais qualidades, desesperaram-se e dedicaram-se exclusivamente em se tornarem elementos empreendedores de suas carreiras.

Dentro desses valores, é fácil desenvolver condutas apropriadas, educadas e socialmente aceitáveis. É possível até ser querido e admirado. Mas, aproxime-se um pouco e verá que existe nelas, uma lacuna humana grande demais para ser ignorada.

Competem por afeto, aplicam regras e estratégias de ação, promovem balanços orçamentários dos investimentos emocionais que aplicam e no fim, traçam metas para o período seguinte. Crêem realmente que o saldo, depois disso, será positivo.

Mas o que conseguem é uma amargura sem fim. Um olhar cínico e desconfiado, além de muita energia desperdiçada. Mas terão, se tudo correr como esperam, sua foto pendurada na parede do escritório, abaixo dos dizeres: “profissional do ano”.

Nossas amigas desse blog têm seus filhos, seus gatos, cães, amigos virtuais ou não, dentro do mesmo patamar do amor maternal que nos foi destinado. Os homens que aqui freqüentam possuem o mesmo nível de desprendimento afetivo.

Assim, para que falemos a mesma linguagem, avalizo o comentário daquele rapaz que disse: “Quanto mais eu conheço os seres humanos, mais eu amo meu cachorro.” Principalmente, se ele não tiver tido a sorte de conviver ou, escolher viver, com o mesmo padrão de seres humanos que, hoje, eu reúno a minha volta.

Pois é, nessa vida maluca, ama quem pode, inveja quem não consegue e critica quem nunca recebeu ou sentiu algo assim!



* sem tempo pra correções..mas farei.


- posted by Mara


Sábado, Maio 17

SER ANJO...


...UM TRABALHO ESTAFANTE


Qualquer um que arrisque discorrer ou mesmo compreender esse tema deve antes estar embasado minimamente em suas próprias experiências. E, convenhamos, ao ler vocês saberão que eu não serei a primeira nem a última a parodiar suas próprias agruras para tentar fazê-lo.

Assim justificada, partamos da definição primária e bíblica dos anjos e suas funções: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia”.

Bem sabemos que os “anjos” se multiplicam por aí. Assim como a sua antítese: os demônios (anjos caídos). Entretanto, discernir é a nossa missão e responsabilidade, visto que a verdade, ainda quem bem dissimulada, está à nossa disposição para examinarmos a vontade.

Assim, acredita quem quer, teme quem tem juízo! Ainda mais quando ampliamos a interpretação que a condição de anjo propõe.

A palavra anjo, tanto no hebraico como no grego, significa mensageiro. Sabemos que há anjos que se ocupam em louvar, outros em guerra, outros em guardar nações, mas sempre trazendo o recado do Senhor. A questão é: De que “senhor” estamos falando?

Ah! Agora entendi. Nada de errado com anjos, mas sim com quem eles servem! Daí que, concluo, existem muitos mensageiros que servem à “senhores” de caráter duvidoso. Eureka!

Mas, quem são eles? São facções fanáticas que instituem para si esse modelo hierárquico apontado pela Bíblia: Um Deus e seus anjos. Diferem apenas nas intenções.

Vejamos: Seus líderes simplesmente os aglutinam e os diferenciam hierarquicamente em torno de si, na intenção de, com a proximidade, distanciá-los da condição que eles ciumentamente ocupam. Até aqui, tudo bem.

O problema é que depois disso expõem o que pensam como verdade a um público místico e sem um pingo de senso crítico, mas dotado de fidelidade canina. Com o passar do tempo tudo isso se torna uma viciosa e lucrativa fomentação para os egos desses charlatões “espirituais”.

Valha-me Deus! (O verdadeiro é claro. Não os que pensam que são!)


* QUEM DÁ ORDENS AOS ANJOS?

Ah! Isso é bastante democrático. Via de regra, alguns incautos tomam para si essa missão e se passam despercebidos aos olhos dos “mestres”, seguem por muito tempo exercendo essa função.

Mas, a “ordem suprema” ‘e subliminar e acima de qualquer suspeita. Apenas incitada para, é claro, preservar os verdadeiros mandantes. Mas, não se iludam: isso não quer dizer que sejam subalternos ou empregados.

A idéia difundida é que sejam paladinos, que lutem pelo bem comum e contra os “demônios” que os ameaça.

A NATUREZA DOS ANJOS

– Eles não são seres humanos glorificados e nem possuem definição sexual;
– Eles são numerosos;
– Eles são espíritos invisíveis:
- Eles são poderosos: “Sucedeu, pois, que o anjo do Senhor feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles: e, eis que aqueles eram todos cadáveres” (aff)

O EXÉRCITO EM EXERCÍCIO

ARCANJO

- Não é plural. É sempre singular e sazonal, já que há quem diga que antes da sua queda, Lúcifer também era um arcanjo (hehe). O prefixo “arca” sugere um anjo chefe, principal ou poderoso. Uma espécie de administrador angélico de “Deus” para o juízo.

SERAFINS

É uma ordem de anjos. Clamam proclamando os atributos de Deus. Louvam a bondade e a glória do Senhor dos exércitos com vigor, enquanto desempenham seu ministério de expiação.

QUERUBINS

Forjados do ouro extraído do altar da louvação. Possui características de inteligência, atitudes de servo e de poder Têm mãos para servir e quatro asas para mobilidade, moviam-se ao impulso das ordens do Senhor.

A HIERARQUIA

Essa é bastante variável. Cada pregador tem sua própria organização. Mas de maneira geral, são os arautos dessa mesma ordem. Fortalecem seus criadores e estão preparados para defendê-los. E, mais importante ainda, são os que anunciam as constantes ressurreições.

Junto aos “crentes”, são os que elaboram as respostas. Observam os crentes e suas experiências; Os encorajam em casos específicos e estão interessados nos esforços desprendidos para manter a ordem.

Na relação com outras organizações, são esses mesmos anjos que anunciam juízos iminentes. Aplicam o juízo “divino”. Agem como ceifeiros na separação no fim dos tempos.


Assim, queridos amigos, eis mais uma explicação (dessa vez, religiosa) para alguns mistérios ainda não desvendados. Outra vez, como as palavras não são minhas, posso dormir em paz.

Mesmo que, ao acordar, perceba que meu exército foi dizimado e dominado pela diferença numérica que o compõe em relação aos demais.

Antes, vale dizer, que anjos caídos nem sempre são os vilões. Sendo a única exceção, talvez, a de Lúcifer citado pela bíblia da igreja católica. Para todos os demais, devemos o benefício da dúvida e a relevância de fatores determinantes da constituição moral e ética dos exércitos de que faziam parte.

É preciso avaliar, por exemplo: caíram ou fugiram? Dessa relevância incorrem outras: fugiram de quê e por quê? Se não foram os únicos, isso deve significar que, no mínimo, havia algo de podre.

Não talvez no âmago do exercício de suas funções, mas prioritariamente no cume, no topo da liderança a qual se curvou e depois se decepcionou. Quiçá até se escandalizou!

De qualquer forma, anjo ou demônio, o que vale é que ambos têm asas. Além de poderem voar na direção que bem entenderem, estarão sempre dando o melhor que possuem.

Daí é se entender com sua própria consciência!



(* livre adaptação das publicações do CACP- Centro de Apoio Comunitário de Perus)


- posted by Mara




Erupções vulcânicas no Chile, terremotos na China, toque de recolher na Índia. Ciclone na Indonésia. Habeas Corpus negado. Hillary ignorando as previsões e gente confundindo entrada de pedestre com garagem.

O mundo não para. A cabeça da gente também não. O 61 Festival de Cannes está chegando. O Corinthians ganhou e São Paulo ganhou um utilitário com cara de importado: uma “ponte” para o primeiro mundo.

Mas, isso a imprensa noticia. Nem precisamos elucubrar. Especialistas são consultados, imagens são largamente exploradas e expostas. Um clique e zapt: nos pós graduamos na informação.

Com um pequeno esforço, abastecemos nosso repertório, e garantimos as próximas horas de conversa de boteco. Frank Sinatra morreu. Mas o que importa? Já faz 10 anos!

Mas, não se iluda. Melhor encontrar tempo pra se atualizar. Um pequeno vacilo seu, um momento longe de seu computador para ganhar o pão de cada dia, ler um livro, ir ao cinema ou mesmo levar as crianças pra escola e pronto:

O número de mortos na China triplicou, novos ciclones despontam, o réu virou vítima, o Corinthians desclassificou e o novo presidente americano é homem, negro e ainda não conseguiu dissociar seu nome do de um terrorista famoso.

Deve ser por isso que muita gente nem dá importância pra esses fatos “banais” que assolam o mundo. Há coisas que duram muito mais. Coisas, nas quais podemos nos apegar para perpetuar nossa intenção de sermos imortais.

Como refletir sobre tudo isso é cansativo e extrai um tempo precioso que poderia estar sendo utilizado para o riso e a construção de novos conceitos de existência. Há quem prefira discutir as preferências sexuais do Ronaldinho.

Afinal, não podemos negar: há certa realeza fenomenal saber discursar sobre isso. Mais espetacular ainda é aproveitar as inaugurações das lojas Guess para descobrir, finalmente, o que é esse “raio” de globalização.

Assim, como não é mais necessário pensar, discernir, pesquisar, levantar hipóteses e testá-las, ficou muito fácil escrever esse post. Mesmo em meio à minha atribulada agenda que, hoje, empreende novos desafios.

Nos intervalos do atendimento hospitalar, entre uma consulta e outra no consultório, depois de uma gravação em estúdio e de uma pequena pesquisa cultural sobre o novo destino do programa, digitei no Google e encontrei:

“O conceito de alienação é histórico, tendo uma aplicação analítica numa ligação recíproca entre sujeito, objeto e condições concretas específicas. Logo, a história afirma que o homem evoluiu de acordo com seu trabalho.

Portanto, a diferença do homem está na sua criatividade de procurar soluções para seus problemas, então com a prática do trabalho desenvolve seu raciocínio e sempre aprende uma “nova lição”.

Assim, a alienação se manifesta a partir do momento que o objeto fabricado se torna alheio ao sujeito criador, ou seja, ao criar algo fora de si, o indivíduo se nega no objeto criado.

É muito importante também destacar que alienação se estende por todos os lados, mas não se trata de produto da consciência coletiva.

A alienação somente constrói uma consciência fragmentada, que vem a ser algumas visões que as pessoas têm de um determinado assunto, algumas alienadas sem saber e outras que não esboçam nenhum posicionamento.

Seria comunicação uma alienação, uma vez que a alienação só existe por causa da comunicação? A alienação é passada de um comunicador que possui uma informação nova (verdadeira ou não) e é recebida por um receptor que até então desconhecia o assunto, sendo alienado por esse comunicador.

A partir disso nota-se que tudo pode ser considerado mensagens alienadas, pois nas escolas são passadas mensagens novas a toda hora e que se é “obrigado” a acreditar e levar como verdade, não somente nas escolas, como também dentro das casas, igrejas, nos palanques eleitorais, nas ruas, meios de comunicação de massa, etc, funcionando sempre da mesma forma.

A alienação normalmente vista nos meios de comunicação de massa por vários autores, onde esses meios estão sempre mandando novas mensagens (subliminares ou não), fazendo com que acreditem na maioria das vezes somente nas informações transmitidas por eles.


Está no Wikipédia. Como as palavras não são minhas acho que posso dormir tranquila e sem medo de ser feliz.

Além disso, sinto-me mais feliz ao saber que outros podem dizer por mim o que eu gostaria e tenho o trabalho apenas de reproduzir. Dessa forma, torno tudo “novo e atual”, reavivo a polêmica original e ainda sobra tempo pra todo mundo ler coisas mais relevantes ao seu próprio universo. Seja ele de que tamanho for!


- posted by Mara


Domingo, Maio 11

BENDITO É O FRUTO...


...DO MEU PRÓPRIO VENTRE!


Há dezessete anos recebo presentes diários. Gracinhas, feitos espetaculares, risos espontâneos, gestos memoráveis, tudo, contido num “invólucro” que cresce a olhos nus e que se reinventa sem abandonar sua forma primária, tão familiar quanto admirada.

O Senhor me fez instrumento de sua vontade. Deu-me a responsabilidade e igual capacidade de transformar desejo em promessa. Promessa em recompensa.

Desconheço ato mais grandioso que esse. Meu, ou de qualquer outra pessoa. Entretanto, por ele, não virei capa de revista, não apareci na Globo e não fui perseguida por paparazzos.

Tornei-me cheia de graça, posicionei-me mais perto de Deus, a predileta entre as mulheres. Há dezessete anos, aprendi a orar pelos pecadores. Agora, e até a hora de nossa morte.

Aliás, passei também a temer a morte, as ruas, o trânsito, a violência, os alimentos estragados, as epidemias e as infecções de garganta.

Tornei-me mãe. E, bendito seja o fruto do meu próprio ventre. Bendito seja o fruto valoroso de todos os ventres orgulhosos. Obrigada, meu filho. Amém!


HOMENAGEM EXEMPLAR


por: Meu filho Victor


O amor de mãe conseguiu extrapolar mais ainda as fronteiras humanas. Atingiu até a empresa-gigante Google, como visto nessa imagem acima. E se até esta se contagia por algo tão maravilhoso, a ponto de idealizar uma homenagem, o que diremos, nós, pobres seres humanos diante de tão grandiosa figura, sem a qual, não estaríamos presentes hoje?

Um dia é pouco para celebrar a existência das mães. Penso que, tamanha sua generosidade, se o dia das mães tivesse sido inicialmente idealizado por uma mãe, ele deixaria de ser dia e se transformaria em ano.

Capaz de transformar “nada” em “algo”, água em vinho, pedra em coração. Rechear um útero vazio, de vida, não é pra qualquer um.

Mas essa capacidade “transformadora” que as mães possuem não é seu único dom e nem o único motivo pelo qual comemoramos este dia. E é inútil tentar enumerar os motivos.

Basta dizer que, comemorar este momento é retribuir brevemente, por um único dia, o que as mães fazem conosco em todo o resto deles. Comemorá-lo, é, sim, tentarmos ser mãe durante esse curto tempo.

Tentarmos. Não ser mãe e tentar atingir o poder de uma, é uma ironia da natureza.

Posso não ter sido bem sucedido na minha tentativa de simbolizar textualmente, o que é o dia das mães. Ou até tê-lo feito, porém de forma um pouco confusa.

Mas tenho a garantia que, ao olhar, como filho, aos olhos de minha mãe, ela será completamente capaz de enxergar no fundo deles e entender que o mais puro amor só existe por lá.




- posted by Mara


Sexta-feira, Maio 9

TRANSPORTANDO...


CASTELOS DE AREIA!


Adoro ditos populares. Principalmente as que são proféticas e inquestionáveis. Embora eu tenha escolhido profissões que me mantém a margem do mundo corporativo, estou sempre atenta ao que lá parece estar funcionando muito bem.

Daí que a frase “Manda quem quer, obedece quem tem juízo” é, pra mim, a mais importante frase informal para definir esse universo sem erros. Fico encantada quando podemos transportar essas máximas para o cotidiano de nossas vidas.

Aceitar a verdade e funcionalidade da frase acima fica muito mais fácil quando se atinge a “maioridade” do autoconhecimento e depois de ter pautado a própria vida no fato de se ter angariado mais motivos de orgulho do que de arrependimentos.

Andar de cabeça erguida é privilégio de quem não teme os resultados do que plantou a vida toda. É a característica de quem sabe não precisar cuidar-se o tempo todo para não pisar no próprio excremento.

A partir daí é possível seguir olhando sempre em frente, sem vacilar ou deixar escapar olhadelas para o passado na tentativa de descobrir meios de reconquistar os sucessos perdidos em algum ponto da própria arrogância.

Jerônimo Mendes, autor do livro “Mundo Cãoporativo” e “Encontro das Estrelas”, avalia a questão por etapas.

Segundo ele, o “Manda quem pode” advém da Idade Média, época em que os senhores feudais dominavam e os servos e vassalos viviam à mercê do seu temperamento nada amistoso.

Qualquer descontentamento era tido como ameaça e, para evitar conflitos, cuja pena máxima era a perda de proteção ou a expulsão do feudo, a alternativa mais sensata era obedecer.

Assim foi no tempo da escravidão, quando os reis, imperadores e senhores de engenho detinham a propriedade do indivíduo, de papel passado, em regime absoluto de escravidão.

Por sua vez, o “Obedece quem precisa” surgiu mais adiante quando Frederick Taylor, que instituiu o conceito de chefia e organização e apregoou, de forma veemente e unilateral, que alguns nascem para mandar, outros para fazer.

Vale ressaltar é claro, que Taylor era meio paranóico, obcecado por controle e produtividade.


Mas, não é incomum encontrarmos pessoas que traçam sua trajetória com igual crença e indiferença ao nepotismo nela impressa.

Esse post, por motivos óbvios, não tem a menor finalidade para essas pessoas. Já que propõe que renovar-se é única maneira de sair desse círculo vicioso de pseudo sucesso e da crescente falta de autoconhecimento.

Jerônimo propõe:

“A mudança é o caminho mais adequado para livrá-lo dessas tolices e para colocar todo o seu potencial em prática num lugar onde você possa ser tratado, literalmente, como ser humano. Você é a única pessoa capaz de reverter o quadro depreciativo que pintam a seu respeito e a respeito do seu trabalho, por mais esforçado que você tente parecer”.

Não há como negar a veracidade do que aponta o especialista. Assim como é também muito difícil não encontrar vários exemplos desse tipo de personalidade entre os que conhecemos.

Longe de nos despertar compreensão ou tolerância pelos que optam por canalizarem seus “talentos” por essa trilha tortuosa e sem méritos, a convivência com eles torna-se aos poucos, insuportável.

Daí, podemos arriscar uma pequena adaptação à frase-tema desse post: “fica quem quer, se afasta quem tem juízo”. Ao que eu acrescentaria: e retorna quem é igual ou a falta de juízo é a menor das deficiências que possui.

Para o nosso deleite, Jerônimo, acrescenta de maneira ainda mais esclarecedora:


“Embora as circunstâncias mudem e as oportunidades sejam freqüentes, muitos profissionais ainda se submetem a essa filosofia de vida, por medo ou insegurança, enquanto o verdadeiro potencial vai lhe escapando pelo vão dos dedos sem que o mesmo seja capaz de esboçar a mínima reação. Isso soa um pouco deprimente.
O mundo é repleto de oportunidades e, por menos conhecimento que alguém possa apresentar sobre determinado assunto, existe uma força sobrenatural dentro de cada ser humano capaz de transformá-lo em exímio conhecedor daquilo que ele estiver realmente determinado a realizar. Hoje, manda quem pode, obedece quem precisa e muda quem tem juízo, pois é necessário evitar ambientes onde o regime feudal deixou resquícios”.


Agora, diante de tudo aquilo que o texto acima poderia acrescentar, e não acrescenta, justamente porque quem necessita não estaria disposto a curvar-se diante dele, fica a tentativa do autor de provocar mudança, então, em quem é vítima desses elementos.

“Dicas que poderão ajudá-lo no seu ritual diário de crescimento e desenvolvimento pessoal. Espero que sejam úteis”:

por: Jeronimo Mendes

1. Ninguém tem o direito de ferir a sua dignidade; quando sentir que o ambiente está afetando a sua auto-estima e a sua dignidade, ou você muda de ambiente ou enfrenta o problema ou pára de reclamar para sofrer menos do que o necessário; a primeira é mais gratificante;

2. Considere que poucos líderes estão preparados para enfrentar o diálogo aberto e consistente quando alguém questiona o clima organizacional; quando isso ocorre, geralmente eles são pegos de surpresa; você conhece algum chefe propenso a admitir sua maneira equivocada de conduzir a equipe?

3. Mudar é mais difícil do que se imagina; é muito mais prático suportar a pressão e chorar sozinho do que perder o emprego, o crachá e o plano de saúde, portanto, releve certas coisas e seja menos rígido na avaliação;


Depois disso, leitores, é fácil perceber porque muita gente ainda insiste em ficar ilhado em seu mar de lamentações e manias de perseguição, ao invés de descobrirem em si mesmos possíveis habilidades para produzir algo realmente útil e novo.

Talvez isso explique, inclusive, porque as “novas fórmulas” têm fracassado. Porque são novas e atraentes apenas para quem, desavisadamente pegou o transporte errado e, o que era pra ser uma viagem de turismo, os levou direto ao olho do furacão.

Ou aos que a própria limitação os impediu de realizarem viagens mais complexas e críticas.

Assim, voltar, ou simplesmente ficar, é apenas a única alternativa.








- posted by Mara


Terça-feira, Maio 6

QUEM? EUUU???



Sei que nem preciso dizer o quanto sou prolixa. Está claro em meus textos, discursos e até em meus pensamentos. Está claro e cheio de “volteios”. Assim é que me organizo em meus devaneios e os codifico em meus poucos minutos de clareza.

Algumas vezes me faço entender, em outras, dou margens para centenas de interpretações que, quase sempre, sou incapaz de contestar por que acredito piamente na livre compreensão.

Daí que já gastei dois parágrafos inteiros pra dizer que encontrei um texto de um colega psicólogo que, em linguagem direta e comum, diz exatamente o que eu gostaria de dizer. Hoje, em especial, o que eu gostaria de OUVIR.

Dedico-o à vocês e a todos que, como eu, andam precisando levar uns puxões de orelha para deixar de ser tão resistente às coisas simples da vida. Com vocês....


O PERDÃO!
de José Argemiro da Silveira

O perdão é dar o direito de cada um ser como é. E também a nós o direito de sermos como somos. Eu que estou desejando ser feliz tenho a psicologia da minha autotransformação.

Se o outro é um caluniador, não posso me permitir ser igual a ele. Toda vez que fico com raiva a pessoa está me manipulando, e eu não deixo ninguém me manipular. Não posso permitir que um desequilibrado me oriente.

Sou eu a pessoa saudável; não devo dar a ele a importância que se atribui. Se tenho uma visão diferente da vida, e se desejo transmitir esta visão, é nobre; mas não posso esperar que o outro a acate, porque ele está em outro nível de evolução.

Se ele nos caluniou, tanto eu como ele sabemos que é mentira dele. Se nos traiu, somos a vítima e ele sabe que é nosso algoz. Então o problema é da consciência dele
Esquecer é outra coisa.

Perdão não tem nada a ver com o esquecimento. Não devolver o mal depende de mim; esquecer depende da minha memória. Muita coisa eu queria esquecer e simplesmente não esqueço.

Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade.

Geralmente dizemos: Mas ele não devia ter feito isto comigo. Mas fez, o problema é dele. Quem furta é que é o ladrão. Já está encarcerado na consciência culpada.

O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação. Perdão não é conivência com a coisa errada.

Quando uma pessoa me agride, eu não estou de acordo com ele; simplesmente não estou contra ele. Se meu filho age erradamente, está aturdido emocionalmente, é ingrato, faz tudo quando me desagrada como se fosse de propósito, eu não estou de acordo, é lógico.

Mas eu não posso ficar contra ele. Porque mais do que nunca ele precisa de mim. Ser co-criador é ser co-participador.

Seja gentil com você. Ame-se. Não permita que ninguém torne sua vida insuportável, nem para você, nem para os outros.

A pessoa saudável não faz o mal conscientemente a ninguém. Mas quando está de mal consigo, agride o outro. Então seja gentil com você; seja honesto; está com raiva, admita. Estou magoado, etc.

Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão.


Agora, com licença, vou reler esse texto que acabei de copiar e postar. Ainda que em muitos aspectos não concorde com ele ou não consiga seguí-lo, HOJE, preciso dele mais que nunca!

E você?



- posted by Mara


Domingo, Maio 4

ENQUANTO "ESSA ONDA NÃO PEGA"...


...“A GENTE SE VÊ POR AQUI!”


Vejamos como farei para reduzir a um número mínimo de caracteres, economicamente, esse post e à que ele se destina: O show business, a mídia comercial e espaços culturais informativos são aspectos diferentes de uma mesma entidade mitológica.

Entendeu? Acredito que, mesmo assim, você tenha apenas uma vaga idéia do que motivou esse texto. Mas pode ser também, que você esteja tão comprometido com o tema, quanto está desinformado.

Mas, a hipótese mais possível é que você nem se importe, ou este, não seja um assunto que permeie o mote das centenas de preocupações que te afligem diariamente. E, de certa maneira, você tem razão.

É para isso que existem órgãos de proteção ao consumidor, jornalistas, entidades de classes e, sobretudo, associações e indivíduos capacitados na arte de espernear quando alguma coisa não cumpre o papel à que se propõe.

Entretanto, a má notícia é que todos os “defensores” elencados acima estão do mesmo lado da moeda que movimenta e sustenta sua existência. Ou seja, infelizmente, são todos “farinha do mesmo saco”.

Daí que você liga a televisão e encontra o que está exatamente o que está buscando. Ás vezes, aposto! Porque você sabe e, eu também, que aquilo que verá pouco acrescenta à cultura, informação e até educação que tanto dizemos que queremos.

Os amantes do entretenimento e da massificação da mídia espanarão diante do parágrafo acima. Mas, poucos terão argumento para rebatê-lo. Contestá-lo, então, ficará a cargo de quem possui assinatura de TV a cabo, de internet e revistas especializadas.

Na contramão dessa constatação e cheia de esperanças – a última que morre, mas morre- consultei uma colega jornalista que tem seu nome reconhecido na mídia nacional. Perguntei-lhe: “Como faço pra oferecer um programa cultural independente para uma emissora aberta e nacional?”. À que, ela me respondeu:

“Como profissional de TV posso garantir para você que não é assim que as coisas funcionam. A TV busca coisas, ela não recebe sugestões”. Minha colega, para exemplificar, citou ainda um exemplo pessoal:

“Washington Olivetto me disse certa vez: - “A propaganda funciona assim: o cliente contrata a agência e pede uma campanha, a agência contrata os criadores e faz a campanha, o cliente aprova, a agência compra mídia e veicula. Qualquer coisa fora deste circuito não rola”.

Acabou que, no final da troca de e-mails com ela, me senti constrangida por ter tido um pensamento tão pretensioso.

Não existe interesse, investimento ou qualquer tipo de atenção para aquilo que possa se traduzir em qualidade na mídia nacional. Se não é conhecido não vende. Se não vende, não é bom. Se não é bom, é porque não é descartável. Tudo isso decidido pelos que deveriam ser os primeiros á limar o lixo midiático.

Um exemplo recente e comparativo? Para citar apenas um: meia hora numa emissora relativamente pequena, com alcance nacional, dentro de um horário e dia considerados de baixa audiência custaria a meu programa, por exemplo, dez mil reais.

Um total de 40 mil reais por duas horas mensais num espaço que quase nenhum anunciante pagaria pra manter. Esse valor, é claro, não inclui os custos de produção, salário dos profissionais, diárias de edição ou locação de estúdio.

Não inclui sequer o custo de se reproduzir o mesmo em DVD para ser retransmitido. É o preço para que apertem um botão e veiculem o programa.

Tenho certeza que, em qualquer canto desse país, iremos encontrar produções locais de qualidade altíssima produzido com o idealismo e suor de insistentes profissionais que ficaram à margem dos “Big Brothers”, da vida.

Profissionais, cujo tempo de dedicação e preparo, são infinitamente maiores do que os três meses de exposição individual que programas como esse oferecem. Gente, não diferente dos participantes de reality show, mas seguramente com mais conteúdo.

Entretanto, conteúdo não vende. Não vendendo, não terá espaço na mídia. Não será notícia, assunto e muito menos veículo de circulação aberta e massiva sob nossas crianças e jovens.

“Não temos verba para cultura” , dirão. “Estamos inundados de propostas de toda natureza, vindas de todas as partes do Brasil e não é possível atender á todas” , acrescentarão.

É verdade, se fizermos as contas de quanto custa a produção e veiculação do Programa do Faustão durante a tarde toda do domingo. Ou, do “TV Fama”, “SuperPop”, “Atualíssima”, “Fantasia” e até o Caldeirão do Huck. Só pra citar alguns exemplos.

Enquanto isso, uma vez por mês, talvez, você encontre algum programa que possa acrescentar alguma coisa em sua vida, além das informações do cotidiano da vida íntima e escandalosa dos que estão à frente dos programas citados no parágrafo acima.

Convenhamos, até a internet que parecia ser o instrumento do futuro para sanar esse descaso com a qualidade da informação, se curvou rapidinho aos moldes da mídia comercializável.

Ok. Pode ser que eu esteja advogando em causa própria. Estou. Mas alguém pode me culpar? Minha colega jornalista, com status acadêmico e currículo de fazer inveja a qualquer profissional de expressão mundial, poderia?

Acho que não. Levando a frase que ela mesma escreveu em seu e-mail: “Sou uma prestadora de serviços, contratada por uma emissora. Meu trabalho é na produção de um programa. A TV busca soluções para seus problemas. Você pode ter a melhor solução do mundo, mas se o problema não existe, a solução não acontece.”

É, Brasil, esse, é mesmo um problema SÓ MEU!

ISSO, É NOTÍCIA!
ISSO, ESTÁ NA MÍDIA
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- posted by Mara


Sábado, Maio 3

AH!...SÃO TODAS IGUAIS!!!


MENOS A MINHA, É CLARO!


Para o próximo domingo estarão proibidas atividades como cineminha, churrascos, visita a parques temáticos e até a tradicional tarde no shopping deverá ser adiada.

É o segundo domingo de maio, portanto, é “Dia das Mães”. Estando onde estiver, manda a consciência, que a mãe deve ser visitada, presenteada e felicitada pelo papel que representa.

Mas, vou logo avisando: não vale a mãe dos outros. Só há duas escolhas possíveis: ou visite sua própria mãe ou se deixe visitar por seus filhos. Cabe nessas alternativas, é claro, qualquer figura que represente as qualidades que definem as “mães”.

Avós, sogras, madrastas, tias. Na ausência de uma mãe biológica, é natural que tenhamos uma “mãe” simbólica, para visitarmos nesse dia.

A minha já mandou avisar: não aceita desculpas, ou qualquer tipo de argumento que tente justificar a ausência de qualquer uma de nós. Eu, por minha vez, já fiz até minha reserva na mesa e escolhi o presente. Ninguém desafia minha mãe, num dia como esse.

Minha mãe, nessa data, estará completando seu qüinquagésimo “Dia das Mães”. Desse “meio século” comemorativo, dezesseis eu compartilhei com plena compreensão dos lados envolvidos. Um exercício pleno de vivência filial e maternal concomitantes.

Mas, mesmo depois dessa “vivência”, não aprovo esse tipo de comemoração. E, olha que nem estou me referindo ao aspecto comercial da data. Falo da especificidade do dia propriamente dito.

Às 17 horas de um dia de março de 1991, eu entendi que as circunstâncias haviam me colocado numa definitiva e ininterrupta condição de vida. De lá pra cá, não houve um só centésimo de segundo em que minha condição de “mãe” tenha sido esquecida.

Vejamos: nunca mais tomei sol de costas para o mar, nunca mais me queixei de monotonia ou ausência de preocupação, comecei a temer a morte, o trânsito, o desemprego e febre alta.

Passei a desejar carros maiores, nunca mais tive uma bolsa pequena e passei a entender de medicamentos, simpatias, super heróis, e descobri os poderes medicinais do meu próprio beijo (antes, propriedade patenteada da minha própria mãe).

Resumindo: tenho sido mãe em tempo integral, sem folgas em finais de semana ou feriados, há dezesseis anos. Não bastasse, até dormindo refaço a lista de itens da mala de acampamento, de matérias escolares e, mais recentemente, as datas dos vestibulares.

Sei lá quanto a somatória das horas dessa dedicação exclusiva me dariam em bonificações, férias, décimo – terceiro e fundo de garantia, mas sei que não bastaria apenas um dia no ano para recompensá-las.

Aliás, chega a ser insultante, pensar em recompensa pra isso. É uma dádiva. E dádivas existem para serem agradecidas e não contabilizadas. Assim, o domingo – o segundo de maio – (coincidentemente próximo ao famoso dia de pagamento), me parece uma demagogia totalmente dispensável.

Escrevo esses parágrafos corajosos, é claro, porque mamãe jamais lê meu blog. Não fossem suas inúmeras e eternas tarefas diárias, ultimamente, ela tem se ocupado ainda mais depois que uma doença grave tornou uma de minhas irmãs um bebê outra vez.

Minha mãe é uma dessas mulheres que se orgulham de dizer que “ser mãe” foi sua missão. Com sete filhas mulheres, não é difícil entender por que. Para ela, o segundo domingo de maio é a consagração incontestável dessa vocação.

Assim, estaremos lá. E tudo será como sempre é. Ela cozinha, enquanto recorda e monopoliza as conversas com lembranças (nem sempre memoráveis) de nossa infância. É a hora da vingança.

O próximo domingo também é meu dia. Deve ser o seu também, já que a maioria que nos freqüenta nesse espaço, é mãe. Não esperem, especificamente nesse dia, grandes comemorações de minha parte.

Amo minha mãe muito além do amor que apregoa a Renner, as Casas Bahia, a Vivo, o Boticário, etc. Sou amada como mãe na mesma medida. E, em ambos os casos, em tempo integral e sem intervalos comerciais.

Sinceramente, espero que, como eu, vocês também não tenham motivos pra comemorar o próximo final de semana. Que a comemoração tenha começado há bastante tempo e que demore um tempo maior ainda para terminar.

Espero que sua mãe, ou a lembrança dela (se Deus assim determinou) esteja presente na essência do que ela realmente representa: de que somos dependentes. Dependentes de cuidados, afetos, apoio, respeito e bons exemplos.

Espero que mesmo na ausência de sua mãe, ou não sendo mãe, você traga em si as características que te diferencie do resto do mundo. Do contrário, seu próximo final de semana promete ser bastante vazio.

Uma coisa é fato: mãe é sempre mãe. Mas, são os sentimentos que as tornam, ou não, especiais.

Assim, fica minha homenagem atemporal aos comentaristas (homens e mulheres) desse blog que, todos os dias, são verdadeira mães pra mim.




- posted by Mara




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