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"Não conseguimos controlar as más linguas dos outros, mas uma vida decente nos capacita a desprezá-las." Cato, o Velho (234 AC - 149 AC)


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Presente da Nina

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Segunda-feira, Julho 21

FOTOGENIA...


…DA SOLIDÃO


Quantas vezes é preciso olhar para ver? Quanto tempo passa até nos acostumarmos com o que vemos? E, qual a distância desde o espanto até a banalização?

Sinceramente, fazia muito tempo que não pensava sobre isso com essa profundidade. Lembro-me da primeira vez que essas dúvidas surgiram. Na ocasião, tinha ante meus olhos a mais linda paisagem que já vi.

Um quadro pintado por um Deus inspirado e generoso. Mas, apesar dos meus esforços em defini-la, jamais pude concretizá-la a outros olhos que não fossem os meus. Por muitos anos, me bastou sabê-la.

Ainda que eu não queira. Sempre haverá um toque de solidão nessa “minha” paisagem. Impedida de compartilhá-la tratei de registrá-la em luzes e sensações - lembranças. Posso vê-la onde quer que eu esteja.

Não que ela não exista sem mim. Mas, talvez eu, deixasse de existir se não a houvesse encontrado. Resolvi voltar a vê-la. Abandonei meu olhar e me aventurei outra vez.

A experiência, entretanto, não se repetiu. Tudo estava igual como era antes: a descida íngreme, os telhados nevados em perspectiva, o asfalto molhado de colorido reflexo, o declive apoteótico que oculta as raízes de enormes pinheiros, o lago e o sol.

Tudo! Mas, o nada insistia. Estava preparada e não desisti. Tirei uma foto, ajustando o foco e medindo a distância. Através da lente, entretanto, me pareceu ainda mais ausente.

Arrisquei outro ângulo, e outro e mais outro. Tudo que consegui foi uma bela foto de uma bela paisagem. O frio congelou minha tristeza e por infinitos segundos contemplei minha incompetência.

Senti-me abandonada por quem fui. Pensei, qual teria sido o momento exato em que deixei meus olhos enganarem minha mente, ou vice-versa. Terá sido quando a vi deslumbrante ou, agora, nesse detalhe fotográfico perfeito?

Como atendendo aos meus apelos, a tristeza inoportuna e destoante trouxe de volta a imagem primeira. Então entendi!

É necessário o encontro. Coisas assim só se produzem como resultado da união do que pensamos não possuir com nosso extremo anseio em adquirir.

De perto, ninguém é mesmo normal. A convergência nubla a visão, confunde a mente. Funde o que somos com o que precisamos. Cria ilusões e paralisa os sentidos.

Olhei novamente as fotografias recém tiradas. E nelas, vi centenas de rostos, sorrisos, histórias e variadíssimas emoções. Editei minha lembrança.

Entendi a solidão que, antes desconhecida, me assustava: Aqui, do lado de dentro da lente de meus olhos, estou apenas eu.

Com um suspiro, apaguei a prova digital da minha solidão e segui sorrindo.

Ninguém, jamais, saberá o caminho que leva até minha alma. Não sem, antes, poder enxergar como eu.





- posted by Mara


Domingo, Julho 20

EM QUALQUER LUGAR...QUALQUER MOMENTO...


...SEMPRE AMIGOS!!!


AOS MEUS AMIGOS... UM ENTARDECER MAIS QUE ESPECIAL...UM PRENÚNCIO DE UM NOVO DIA QUE SE PREPARA PARA SER MELHOR QUE O ANTERIOR! FELIZ DIA DOS AMIGOS!





- posted by Mara


Terça-feira, Julho 15

EM ALGUM LUGAR...


...DO PASSADO!


“Fazer o bem, sem olhar a quem!” Lindo e bíblico. Não há quem não se curve a esse argumento altruísta, ainda que seja apenas em teoria. Frases feitas sempre funcionam quando a prática é humanamente mais realista.

Mas existem pessoas que, por alguma razão, têm o poder de extrair dos outros esse exercício inequívoco de entrega ingênua. Dotados daquela “cara de cachorro que caiu da mudança”, sempre encontram alguém que fará qualquer coisa por eles, antes mesmo de questionar quem são de verdade.

O fato é que, enquanto nos ocupamos em atender ás inúmeras necessidades desses “estranhos carentes”, não nos sobra tempo para avaliarmos seu caráter. Uma decepção e a certeza de ter atirado “pérolas aos porcos” é sempre uma das possíveis respostas que teremos.

Mas, não sejamos tão hipócrita a ponto de afirmar que se trata apenas de dedicação cristã. Essa gente nos dá, de fato, a oportunidade de sermos melhor do que realmente somos.

Assim, o sujeito nos engana quanto ao que é, mas nos compensa com a dádiva de conhecermos nossa capacidade de doação. Não fosse tão dolorido, seria uma experiência totalmente desejável e até bastante útil.

Amo animais e sinceramente não gosto de compará-los com certos seres humanos, mas a natureza desses seres é sempre, um bom parâmetro quando pensamos no verdadeiro sentido da chamada evolução das espécies.

É sabido que animais domesticados de pequeno porte costumam ser mais agressivos que os seus iguais mais truculentos. Sabemos também, que á eles lhes foi dado uma aparente docilidade para ser usada como defesa.

Por instinto, baseados em sua própria hostilidade, tendem a atacar qualquer coisa que se aproxime demais. Rosnam e demonstram seu potencial ofensivo tão rapidamente quanto sua mente limitada é capaz de identificar o “perigo”.

Mas mesmo um animal assim, defensivo por natureza, não resiste muito tempo á sucessivas demonstrações de afeto. E é exatamente nesse ponto que as semelhanças entre eles e os seres humanos citados acima, terminam.

A partir daí, a despeito dessa questionável limitação, mostram-se suficientemente inteligentes para identificar a proporção de suas necessidades e adequá-las à tolerância que deverão ter com aquilo que julgam como ameaça.

Resumindo, guardam sua agressividade para aquilo que realmente os ameaça e não simplesmente para satisfazer sua constante sensação de fragilidade. Tornam-se, por assim dizer, civilizados.

Voltando aos humanos: A psicologia prevê esse tipo de resistência presente em alguns humanos. Justifica e inclui em sua atuação recursos para que tipos assim possam encontrar uma maneira mais relaxada de existir.

Entretanto, cedendo às evidências de possíveis fracassos, adotou também a máxima: “ninguém pode ajudar a quem não quer ser ajudado”. E propôs, além disso, um tratamento reverso: tolerância a frustração de quem tentou e não pôde ajudar.

Mas o que chama a atenção mesmo é a insistência desses dois tipos psicológicos. Parecem fadados a viverem constantemente nesse ciclo vicioso. De um lado, o eterno coitadinho, de outro, o especialista em “murro em ponta de faca”.

Não nos cabe, é claro, julgar qual comportamento é mais inadequado. Mas, não concordo que o “inferno esteja cheio de boas intenções”, como dizem. Penso que, o inferno está lotado de ingratos e “desconfiados de carteirinha”.

Desses que se especializaram em ver maldade em atitudes que desconhecem justamente porque jamais praticaram. Os vejo como uma espécie que estacionou numa escala inferior de evolução.

Que vivem escravos de seus instintos selvagens de sobrevivência que entendem a convivência e o afeto como alimento necessário apenas em seus momentos de privação.

Na faculdade de psicologia, nos treinos sob os preceitos de Pavlov, mesmo não concordando com o uso dos pequenos, frágeis e limitados ratinhos, e me negando á fazê-los, não consegui extrair nenhum afeto deles.

Ao contrário, consegui com minha recusa, apenas fadá-los a morrer de fome e sede. Tão incapazes eram de reconhecer em mim, as diferenças entre as demais pesquisadoras.

Aprenderam mais rápido a temer a ajuda humana do que a ceder aos evidentes sinais de sua inferioridade. Nenhum deles me mordeu ou me contaminou com enfermidades adquiridas nos esgotos que sua condição existencial lhes impunha como lar.

Me serviu de lição. Entendi finalmente que teria apenas que aceitá-los como são e manter a distância necessária.


- posted by Mara


Sexta-feira, Julho 11

TODO DIA, É DIA DE...


COMEMORAR A VIDA!


Eu passei muito tempo achando que era coisa das argentinas. Pensei até se tratar de uma característica regional, típica de cidades pequenas e interioranas.

Mas, descobri que o sentido da palavra “amizade” que encontro nesse cantinho do mundo não tem uma explicação assim tão óbvia.

É um tipo de relacionamento que não obedece regras como as que estamos acostumadas. Não exige conhecimento prévio do idioma, caras e bocas, textos de apresentação e, às vezes, nem mesmo o toque é necessário.

Apenas se encontram, comemoram o tempo que se conhecem e agregam quantos forem necessários á essa prática descompromissada de afeto. Qualquer motivo é motivo para “se juntarem”, embora alguns sejam mais emblemáticos.

Dia do amigo, da mulher, da pizza, enfim, todos os dias são passíveis de comemoração. Entretanto, não é importante que seja marcado com demonstrações grandiosas.

Um telefonema, uma mensagem de celular ou mesmo um chocolate costuma ser o suficiente. Sinceramente? Ter amigos com esse conceito de amor é mesmo um “regalo de Diós”.

Quando cheguei a cidade toda, turistas e residentes, enviavam olhares esperançosos para o céu. Pediam que a tão esperada neve os brindasse com a chegada da temporada. Nada. Nem um floco sequer. Em seu lugar, chuva..muita chuva!

Cinzas vindas do vulcão Chileno, companhias aéreas cancelando vôos em protesto, muita gente e nenhuma diversão. O caos estava instalado.

Quando pisei em solo Argentino, olhei o céu e silenciosamente pedi: Por favor, que neve para que todos possam usufruir de seus benefícios! Os de cá e os de lá. Que a cidade possa manter-se e que os meus possam se divertir.

Assim, do nada, a chuva parou. Algumas horas depois nevava. Pequenos e tímidos floquinhos de “aqua-nieve” molhavam nossas roupas e coloria a face de todos com a promessa de dias brancos.

Temos neve finalmente. Muita gente mal consegue tirar seus carros da garagem. A vida se complica. Mas, quem se importa? A “moñeda blanca” finalmente circula livre pela faminta cidade.

Meus amigos se juntaram para comemorar a chegada da neve e a minha. Rimos, choramos, trocamos presentes e “saludamos” a vida.

Agora a vida segue normal. Hoje temos reunião no hospital em que sou voluntária. Temos um projeto novo. Estou tentando fazê-los compor um grupo de palhaços. É difícil vencer a sempre carrancuda face dos administradores do hospital.

Na reunião, falarei da minha experiência na convivência com a morte para contrapô-la com a vida que exala de seus corações voluntários. Vou dizer da importância do riso e do afeto...Tem algo mais redundante a ser ensinado à pessoas assim?

Na verdade vou devolver a eles o que me dão com abundância. Usarei meu titulo e minha habilidade discursiva para fazê-los entender que o que esperam de mim, só o sei por que pratico com eles.

A neve continua. A despeito do frio, o calor que recebo ultrapassa minha alma e, espero, chegue até vocês, meus amigos virtuais.

Aqui o tempo passa depressa demais. Em breve voltarei e terei meses para lamentar não ter acordado mais cedo, dormido mais tarde, falado mais, comido mais “medias-lunas”....



- posted by Mara


Sábado, Julho 5


"Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz..."



E DESDE ENTÃO, SOU E SOMOS

E, POR AMOR...SEREI, SERÁS..SEREMOS!


Nos anos de minha formação, um velho chavão jornalístico era repetido por nossos mestres como mantra. Diziam:

-“Um cachorro morder um homem, não é notícia! Mas, se acontecer de um homem morder um cachorro, teremos um “furo” sensacional!”

Então, viraremos notícia! Eu, confesso, mordo meu cachorro. Beijo, abraço, converso com voz de criança, faço perguntas, ouço as respostas, balanço o corpo quando o tenho em meu colo e o incluo em minhas orações pedindo proteção.

Meu Maxi é especial. Conhece todos pelo nome, atende a todos os nomes que atribuímos a ele, escolhe o que quer vestir, tem carrinho pra passear no shopping, sobrenome de estilista famoso, madrinha, duas veterinárias e página na internet.

Mas isso todo mundo sabe! Meu York é meu assunto preferido. Já foi matéria de jornal e é de longe, o mais conhecido cãozinho da minha cidade. Seu último aniversário foi motivo de festa para uns, de crítica para outros e foi, também, o precedente necessário para que outros copiassem a extravagância.

Hoje, lá vou eu outra vez discursar sobre a dádiva de um dia tê-lo encontrado, de ter permitido que ele tornasse real o significado bíblico da frase “somos todos filhos de Deus”.

Muitas vezes, durante nossa amorosa convivência, fiz e refiz as contas que traduzem a idade canina relacionada à dos humanos. No final delas, sempre terminava apavorada. Meu filhotinho estava crescendo mais depressa do que minha capacidade em aceitar o fato.

Parecia que tinha se passado apenas alguns meses desde que ele surgiu em minha vida. Cabia na palma de uma só mão. Era menor que o brinquedo de pelúcia que presenteamos e comia como um passarinho.

Seus pelos eram curtos, sua orelhinha caída e, seu olhar curioso parecia dizer: “A partir de hoje, nunca mais estaremos sozinhos”.

Já se foram cinco curtos, curtérrimos, anos. Seus pêlos se alongaram e clarearam. Seu porte ficou altivo e seus olhos... bom, seus olhos dizem: “Eu não disse?”

Havia prometido que jamais teria outro cãozinho além do Maxi. Acreditava e, ainda acredito que não vou suportar perdê-lo para o rápido relógio de vida dos cães. Jamais vou dispor de tanto amor...

Mas, graças a Deus, ainda há certas coisas que não dependem de nós. E a flexibilidade e capacidade de amar são algumas delas.

Maximillian vai me dar “netinhos”. Seis! A sortuda é uma das que estão na foto acima. Nina Maria, a escolhida. Não que as outras ainda não tenham alguma chance. Mas, será da união dos dois que tirarei a continuidade do amor que o Maxi nos dedica.

Assim, em breve, nossa família estará maior, mais barulhenta e feliz! Aceito os parabéns, assumo o título de avó e lamento e oro por quem achar esse texto ridículo.

E, se alguém achar esse texto ridículo: Rezo para que Deus, em sua infinita bondade, dê a esses seres humanos incapazes de entender o valor desse relato, alguma maneira de encontrarem a si mesmos entre os seus filhos queridos.


- posted by Mara


Quinta-feira, Julho 3

MELHOR PREVENIR...


...DO QUE REMEDIAR?


O assunto é polêmico, controverso e, principalmente, se coloca no caminho de muitos interesses. Interesse de gente muito poderosa. No meio disso tudo: nós!

Certa vez, apresentando um programa de debates para uma emissora com fortes ligações religiosas, falando sobre tatuagens, fui tirada bruscamente do ar acusada de estar fazendo apologia dessa prática milenar.

Com todo respeito aos preceitos religiosos da direção da emissora que norteou a decisão de censurar tal discussão, até hoje guardo a lembrança da terrível sensação causada por tamanha demonstração de arbitrariedade.

O fato, entretanto, causou diferentes reações e dividiu opiniões. Fico corada ao relatar que muita gente concordou que tatuagens era coisa do demônio e que o tema não deveria ser colocado a público porque geraria curiosidade negativa.

Algumas semanas depois o programa voltou ao ar, mas o tema nunca mais foi pauta dele ou de qualquer outro programa da casa. Nem mesmo, as nuances preconceituosas embutidas na questão foram debatidas.

Isso já faz bastante tempo e algumas poucas mudanças ocorreram no editorial da tal empresa. Hoje o tema tatuagem já não causa mais tanta polêmica nem gera protestos de nenhuma natureza.

A moda agora, dentro ou fora dos meios de comunicação e, em âmbito mundial, é cercear o indivíduo em seus direitos com o argumento infalível de promoção à saúde.

A proibição a pratica de fumar, por exemplo, ganhou até um dia camuflado para ser exaltada. A adesão e os argumentos publicitários usados em tal campanha desencadearam uma forte corrente de combate ostensivo ao fumo.

A partir daí, os fumantes que, antes eram tão populares, passaram a ser execrados em público por medidas cada vez mais vexatórias de exclusão. Os locais e as pessoas que ainda mantém alguma tolerância são igualmente colocados para fora da cadeia evolutiva humana.

Houve gente levando isso tão a serio que até a polícia e vários inquéritos judiciais foram instalados para fazer valer as leis que impuseram aos “criminosos” fumantes. Até onde se sabe, muita gente deixou de fumar, mas é fato que muitos se conformaram em serem submetidos ao excludente mundo, até então, reservado aos negros, pobres e gays.

À classe dos fumantes, negros, pobre e gays, acresceram-se mais uma: consumidores de bebidas alcoólicas.

Dados apontam que a relação álcool-volante resulta 300 mil vítimas, 50 mil fatais. Os malefícios individuais do consumo nem são mencionados, mas são enfáticos em afirmarem que todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete a segurança dos demais usuários da via e a dos passageiros.

Não vou entrar nas questões óbvias (mas, ignoradas pelas campanhas) que não só solidificam como afiançam as medidas legislativas que englobam os temas como o tabaco e o álcool.

Em seu lugar, proponho um paralelo entre eles ao relato que fiz sobre o que vivi com meu programa sobre tatuagens.

Posso afirmar sem medo de ser punida que uns 90% dos manda-chuvas da tal emissora possuem tatuagens feitas em algum momento de seus passados pré-religioso. Contudo, na época, pareceu-lhes contraproducente tratar o tema com naturalidade.

“Contraproducente” é a palavra-chave. As propagandas de cigarro foram proibidas e muita gente achou que isso seria o fim da indústria do tabaco. É muito cedo pra afirmar se essas predições se confirmaram. Mas, é fato, que temos hoje uma geração de jovens que adora criticar os seus “velhos” fumantes.

É fato também que o vermelho Ferrari nunca mais foi o mesmo depois disso. Mas, na contramão, desde que essa proibição foi sugerida pela OMS, todo mundo passou a prestar mais atenção no que antes ficava “diluído” nas campanhas massivas poderosas: a propaganda da Indústria do álcool.

Indústrias do álcool, do tabaco, das multas, da corrupção, da politicagem. Vocês não estão cansados disso tudo? Eu estou. Cansada de ser instrumento de um poder que fica medindo força com seus concorrentes igualmente poderosos.

Cansada de ver meu povo ser ludibriadas por campanhas “bondosas e politicamente corretas” que camuflam negociatas que tornam milionários ainda mais milionários. Que cerceiam nosso direito primeiro de decidirmos que escolhas tomaremos.

Meu pai era alcoólatra. E morreu na rua. A pé e sem nunca matar ninguém, a não ser, nossas esperanças de sermos uma família normal. A dose que desencadeou esse terrível destino custa apenas R$ 1,00.

A garrafa que contém loiras geladas divulgadas por morenas gostosas e famosas custam o mesmo que o produto consumido pelos sumidos cawboys americanos nas propagandas do passado: R$ 2, 50.

O cigarro é vilão. O álcool é vilão. E, esse último, se associado ao volante, agora é crime com direito á multa e detenção.

Ouvi um advogado afirmar que ninguém deve se submeter ao exame sanguíneo imposto por policiais para constatar se há embriaguez. Dizem que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Aconselham-nos a recorrer.

Muita gente recorreu do “proibido fumar”. Existem escritórios exclusivamente dedicados à ajudar quem deseja recorrer das multas de trânsito, órgãos governamentais que cuidam de processos de discriminação e por aí vai...Tudo previsto no código penal!

Não impressiona a maneira como esses segmentos “conversam” entre si, enquanto estamos fumando do lado de fora dos Shoppings, declinando “happy hours” e esperando o boletim diário que dão conta dos radares urbanos?

Odeio hábitos nocivos e que encurtam a vida. Tenho baixíssima tolerância com bêbados e viciados. Mas tenho que admitir que nenhum deles, jamais se atocaiou atrás de arbustos, à espera que eu cometa um deslize para me punir.

Nenhum deles desejou diretamente me vitimar ou aliciar. Mas são bandidos e seus crimes agora serão, por precaução, punidos antes mesmo de serem cometidos. Eu agradeço, minha família agradece.

Afinal, tudo isso é constitucional... Ou será que não é? Mas, melhor não questionar ou seremos enquadrados por injúria que está prevista no artigo 140 do Código Penal Brasileiro, com pena de detenção de 1 a 6 meses ou... Multa é claro!

Mas, acalme-se, até disso é possível recorrer. Então, um brinde!

Mas, se beber, não dirija ®!



- posted by Mara




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