foto: A mais nova integrante da família: minha “netinha” Ludmylla. Os cinco irmãozinhos espalharam-se pela família.
CUIDADO!!
Eu nunca, antes, havia entendido a expressão “mundo cão”. Talvez porque mina concepção de “cão” e de “mundo”, separadamente perpassa conceitos um pouco mais complexos do que para a maioria das pessoas. Unidos, tornam-se um reflexo disso.
O mundo que criei ao redor de meu cachorro é irreal e muito aquém da compreensão até dos mais fanáticos cinófilos. Acostumada, aprendi a ativar o botão do “to nem aí” e levar com bom humor as críticas que recebo.
Sem ignorar, é claro, que mesmo entre cães de qualquer parte do planeta, ter humanos que se dediquem e extrapolem na expressão do carinho por eles, é coisa meio rara. O número alarmante de animais abandonados a própria sorte nas ruas é a vergonhosa prova disso.
Mas, o fato é que há dois meses venho convivendo com uma situação que pode ser que venha a me familiarizar um pouco mais com o tal “mundo cão”.
Não sou mesmo e todo mundo sabe, muito otimista quanto à unicidade do caráter humano. Há muito tempo que, qualquer coisa que venha desses seres de minha espécie, não me surpreende mais.
Mesmo assim, meu histórico de vida também não deixa dúvidas que conhecer a capacidade ilimitada dos humanos de serem maus, não protege ninguém. Costumo ser alvo e vítima fácil de gente assim.
Isso advém, é óbvio, de minha prepotência em pensar que posso combatê-los com lógica, argumento, respeito e profissionalismo. Pérolas aos porcos e saio quase sempre enlameada.
Tudo bem, também sei lidar com isso e, a sujeira é rapidinho jogada pra fora da janela da minha alma. Mas, quem não gostaria de poder manter a si mesmo e aos que ama sempre fora do alcance desse tipo de pessoa?
Vamos aos fatos: Quando estive na Argentina pela última vez, fui surpreendida por uma ligação da veterinária do meu York que, pautada nos anos de convivência e confiança que partilhamos, me pedia permissão para cruzá-lo com uma cachorrinha de um cliente dela.
Quem me conhece pode imaginar quantos dólares ela teve que dispor até me convencer, via telefonema internacional, a deixá-la tirá-lo de casa em minha ausência. Cedi e assim foi.
No dia 31 de Julho Maxi foi levado por ela até o pet shop onde teve uma tarde de affair com uma cadelinha York chamada Jully. No final do dia, a veterinária o devolveu são, salvo e sexualmente satisfeito aos cuidados da minha empregada.
No outro dia, desembarquei no Brasil. Antes mesmo que pudesse matar a saudade dele, recebi novo telefonema. Dessa vez do proprietário da cadelinha que praticamente implorou que repetíssemos o encontro para garantirmos que a mesma estivesse prenhe.
Contrariada, levei meu bebê para mais uma aventura consentida. Ao chegar ao pet shop, imediatamente me arrependi ao me deparar com um homem antipático, sistemático e provavelmente desocupado, que se apresentou como dono da tal “namorada”.
Tarde demais. Fui envolvida por uma saraivada de argumentações e, meio sem jeito de retroceder, deixei-o lá com a condição que fosse por apenas uma hora. Entretanto, enquanto conversávamos meu Maxi tratou de encurtar a necessidade de um tempo maior.
Missão executada. Assunto encerrado. E todos saímos felizes. Certo? Deveria ser. Assim como, a meu ver, coisas assim também deveriam ser feitas com responsabilidade e contrato. Mas, eu confio nos seres humanos, lembra?
Resultado: Desde então não consigo sequer uma informação sobre a tal cachorrinha. O dono esquivou-se de qualquer contato meu ou da veterinária, mesmo depois de ter assumido, quando pressionado, que a mesma está prenhe do meu.
Deletou mensagens, ignorou e-mails, negou-me telefonemas e chegou a queixar-se de que o tema o estava aborrecendo. Diante de minha insistência, finalmente me enviou um e-mail que reproduzo aqui:
De: Marcelo Manny
Enviado: 24 de setembro de 2008 11:37
Você está errada: não compreendo sua insistência.
A atual situação exige atenção e cuidados de minha parte e dos veterinários, já que estamos tratando da saúde de meu bichinho. O seu está seguro, limpinho e quentinho, e "talvez" por isso a sua visão do “negócio” seja muito diferente da minha.
Nosso "acordo" diz respeito a ninhada, da qual não existem novidades, portanto nada a lhe dizer. Quando houver notícias relevantes elas serão dadas a quem for de direito.
Não me obrigue a ser rude. Tenho muitas outras preocupações, e meu tempo me é muito caro. Achei que isso estivesse implícito em meu silêncio...
É claro que qualquer um pode concluir o óbvio diante de tal e-mail. Mas, é importante ressaltar que nunca troquei mais que duas frases com esse homem. Não o conheço e que em todas as minhas tentativas de contato, apenas perguntei pela fêmea e até me ofereci para ajudar em possíveis despesas. (tudo isso devidamente documentado).
Além disso, não bastassem a minha resistência em cruzar os dois e meu histórico nos excessos de mimos ao meu York, tudo que falamos em nosso breve contato foi minha exigência de que nenhum filhotinho fosse comercializado.
Vale lembrar que uma “monta”- nome que se dá aos préstimos de um animal macho – de um cão com pedigree como o meu, é sempre cobrada (muito bem cobrada, aliás) e ele a obteve de graça. Um filhote gira em torno de R$ 1.800,00.
Eu poderia ficar aqui levantando hipóteses da razão desse indivíduo estar se comportando dessa maneira. Mas, o que vem me tirando o sono é muito mais “emocional” que prático:
Será que esse homem – pai de dois filhos- também considerava que a gravidez da mulher dele o desqualificava como pai até que as crianças nascessem? E o mais grave: o que será, exatamente, que ele quis dizer com: “não me obrigue a ser rude!”
Estou tomando a devida providência calcada não apenas no meu inequívoco direito legal, mas também no sentido de proteger a mim mesma e a meu cachorro. Com esse último, aliás, queria poder me desculpar por tê-lo misturado com pessoas assim.
Mas, fica aqui um alerta para quem tem animais de estimação e que os trata como deveriam ser tratados. Já existem no mercado muitos métodos de prevenção e combate a parasitas oportunistas e asquerosos, mas do tipo acima descrito ainda se faz necessário cautela.
É! Esse é mesmo um mundo cão!
- posted by Mara
Segunda-feira, Setembro 22
"OMINIA VINCIT!"
"O amor vence tudo!"
Sou mãe há dezessete anos. Mas, sinto como se já tivesse nascido uma. Para quem duvida tenho os vídeos gravados ainda na maternidade, que mostram a cara auto-suficiente que exibi para enfermeira que me dava aulas de cuidados com o bebê.
Toda mãe tem um “quê” de arrogância. Somos forjadas das dores e os amores que compõem o “deixa comigo”. Na consciência inequívoca da árdua tarefa que nos foi confiada.
Do amor que sinto por meu filho, não encontro correspondência em absolutamente nada. Foi o que me tornou e, me torna a cada dia, uma insistente sobrevivente. A esse amor, entregaria minha alma, minha vida e seria capaz de penhorar ilicitamente as alheias.
Não sei se a descrição acima se enquadra dentro do velho clichê que define o amor materno. Sinceramente, isso nem me preocupa. Mas, sei que resume em mim tudo que sei e acredito sobre meu exercício de amor com aquele que gerei.
Já tive, confesso, muita dificuldade para compreender aquelas que, por opção, decidem não assumir tal sentimento. A meu ver, abrir mão de ser mãe é se privar dessa emoção que não pode ser extraída, em igual proporção, em nenhuma outra relação.
Entretanto, por formação profissional e familiar, aprendi a não fazer julgamentos e justificar até o injustificável. E o tempo se encarregou de me ajudar a compreender que cada um sabe a justa medida do que pode dar e do que deseja receber.
Ensinou-me também, que nem todo mundo suporta com a esperada renúncia o ônus de se multiplicar e tornar-se responsável por outro alguém indefinidamente. A mídia criminal está aí para lembrar-nos de como isso pode ser dolorosamente verdadeiro.
O que motivou o post de hoje perpassa todos esses conceitos, que de tão velhos, nem deveriam merecer tal destaque. Mas amor e, sobretudo, o amor de mãe nunca foi antes tão questionado pela humanidade quanto nesse século.
Não é fácil assimilarmos que alguém que tenha recebido ou escolhido ter a incumbência de ser mãe, não tenha feito disso um instrumento de aprimoramento emocional, espiritual e existencial.
Não é humanamente possível aceitar passivamente que mães possam, por qualquer que seja o motivo, deliberadamente ferir, magoar ou ignorar seus filhos. É antinatural. Vai à contramão de qualquer conceito pré-estabelecido por qualquer ciência ou religião.
Compreendo, aceito e até ofereço meus préstimos profissionais a quem se envolve em situações assim. Mas, morrerei antes de fazer meu coração conviver naturalmente e sem perplexidade com elas.
Dilacera-me histórias odiosas que relacionam a maldade maternal. Do abandono ao assassinato. Do aborto a chantagem emocional e/ou maus tratos. Qualquer que seja a qualificação terá minha compreensão, mas jamais, meu perdão.
Obviamente que excluo da fogueira do meu julgo, atitudes e pessoas que não respondem mais por seu equilíbrio mental. Mas, acreditem, a maioria dos casos que temos notícia, nada tem a ver com psicopatologias ou circunstâncias justificáveis.
Na última semana, por força da profissão, me vi envolvida em uma dessas situações animalescas. Tive que fazer cargo e limpar toda sujeira e dor causada por uma mãe á sua única filha- uma adolescente de dezoito anos.
Para quem pensa que psicólogos são refratários e insensíveis, vou logo avisando que meu coração de mãe é infinitamente mais competente e ativo que minha mente científica. A história ainda é protagonista de meus pesadelos.
Por motivos óbvios não posso relatar o ocorrido. Penso que me agradeceriam se soubessem do que se trata. Nem a mais mórbida curiosidade quereria ouvir os detalhes.
Mas, espero que o post sirva como reflexão, como o fato serviu pra mim. Que sirva para nos tirar o sono, revolver nosso estômago e bombear com mais força o sangue através de nossas artérias para, com isso, nos impedir de banalizarmos acontecimentos assim.
A violência tem faces e tentáculos monstruosos. As mãos da maldade alcançam distâncias inimagináveis e destrói, corrói, corrompe e explode numa magnitude atemporal. Deixa rastro, impõe interpretações e tatua a dor até em quem não está diretamente envolvido.
Na última quinta feira, vi policiais chocados, homens e mulheres assustados, investigadores experientes chorando e o que jamais pensei ver: a mídia emudecida de perplexidade.
Ainda estou enxugando as lágrimas do meu coração, tratando de enternecer meu olhar para adequá-lo as tarefas que me foram conseqüentes dessa barbaridade. Não sou a única, porém. Nem serei a última.
Espero que Deus, em sua infinita bondade, se alie e instrua os “cuidadores”, psicólogos e teóricos da psicologia, meu antecessores, a me auxiliarem nessa tarefa.
Enquanto isso, vou fazendo o que posso, da maneira que posso. Imbuída de uma única certeza: que apenas o amor de mãe, dom que me foi concedido, pode me auxiliar e me dar êxito naquilo que me está sendo exigido.
Mal sabe a garota do caso em questão, que o ato tresloucado e desumano de sua mãe, quis o destino que fosse recompensado justamente pela força do amor de outra.
- posted by Mara
Quinta-feira, Setembro 18
LIBERDADE É...
... UM PONTO DE VISTA!
Acordei com um leve torcicolo. Resultado, talvez, de alguma manobra brusca do meu corpo adormecido enquanto obedecia aos impulsos de minha mente, sempre ativa, em suspensão temporária.
É, acordei rígida e limitada em minha liberdade de movimentos. Nem mesmo um simples olhar para o lado direito é conseguido sem um dolorido sinal de que não estou autorizada a tal abuso.
Na academia, me limitei aos exercícios aeróbicos. Nada como uma boa esteira pra provar que somos capazes de cuidar da mente e do corpo ao mesmo tempo. Nela, é possível pensar, assistir ao noticiário e ainda receber com caloroso um bom dia os retardatários malhadores.
Foi com esse consolo que ouvi a Mariana Godoy anunciar com aquele sempre charmoso olhar blasé e “fala” tranqüila, todas as penalidades previstas pelo Código Nacional de Trânsito enfatizado-as com imagens ao vivo, evidenciando como são comuns e freqüentes.
Sempre achei que a Mariana é o único aspecto animador do “Bom Dia São Paulo” e além de sua fã e amiga sou também sua mais assídua telespectadora, já que acordo todos os dias tão cedo quanto ela. Mas hoje, confesso, a Mariana me irritou.
Nunca fui muito rebelde. Passei minha infância bem longe dos chamados “terríveis”. Tive uma adolescência quase que alienada levando em conta os ativistas ferrenhos que tinha em meu rol de amizades.
De política então, nem se fala. Morro de rir quando vejo amigas da minha idade confessar orgulhosas que levantaram bandeiras, associaram-se a movimentos revolucionários e de protesto.
Rio, não dos ideais que tinham, mas do que se tornaram hoje apesar deles. Pacatas senhoras, vaidosas e consumistas, cuja luta que mais as encoraja é o bate boca com o feirante que subiu os preços sem aviso.
Há, claro, as que ingressaram no mercado de trabalho, mas mesmo assim continuam anos-luz das anarquistas que foram. Tornaram-se empresárias, profissionais liberais e até funcionárias públicas à serviço do e para o sistema que tanto combateram.
Não pagam seus sindicatos e as únicas reuniões que fazem entre quatro paredes, são aquelas para leitura do evangelho ou para comprar muambas trazidas por amigas viajantes. Nelas, nos igualamos.
Estou ficando velha e ranzinza. Coisas que antes não me oprimiam agora me apertam o pescoço e me deixam a beira de uma anóxia. É isso, ou o mundo está mesmo fechando suas garras em torno daqueles que se recusaram a gastar sua juventude por causas perdidas ou sendo rebelde sem causa nenhuma.
Eu fumo. E esse constitui meu único vício se atribuirmos esse nome à apenas o que nos causa danos ou a terceiros. Mas sou uma fumante consciente e ética. Tudo que, hoje, instituíram como lei nesse quesito, já era uma prática natural pra mim.
Sou uma motorista responsável. Tenho anos de habilitação e jamais sofri ou causei qualquer acidente. Respeito os sinaleiros, não estaciono em lugar proibido, jamais faço fila dupla e, nunca, em hipótese nenhuma invado a faixa de pedestres.
Tenho cachorro e recolho o cocô dele sempre que o levo pra passear. Treinei-o para não latir ou incomodar os vizinhos. Aliás, nem sei quem são meus vizinhos porque respeito as regras de convívio e de intimidade preservada de um condomínio fechado.
Enfim, nunca fui uma contestadora de regras. Costumo dizer que sou “bem mandada” e até prefiro as regras porque me justificam e me orientam quando exerço minha habitual indecisão frente a polêmicas.
Mas, a Mariana Godoy hoje afirmou, sem mudar a expressão, que é proibido fumar enquanto se dirige. Está passível de multa também, quem deixar o cachorrinho tomar aquele ventinho gostoso na janela do carro em movimento.
Descreveu com detalhes que ligar o rádio, ajeitar o retrovisor, ou espantar aquele mosquito que inadvertidamente entrou pela janela enquanto dirigimos pode nos custar vários reais e muitos pontos na carteira.
Não sei vocês, mas isso tudo me oprime de uma maneira angustiante. Meu carro é o meu reino. É nele que passo a maior parte do meu tempo. É nele que construo e planejo todos os detalhes do meu dia e onde posso estar sozinha sem me sentir entediada.
Meu carro é muito mais que meu meio de locomoção. É meu oásis íntimo. Gosto tanto dele que transferi esse meu apreço ao meu cãozinho que fica incomensuravelmente feliz quando está dentro dele.
Aliás, essa é outra vantagem do meu automóvel. Nele, entra quem eu convido e quando eu convido. Enfim, se me faltar um teto, mas eu tiver meu carro, estarei feliz. E olha que nem sei dizer se a marca do meu esta entre os mais cotados na categoria.
Do meu primeiro Escort L ao atual, meus carros sempre foram meu maior tesouro. O guardião de minhas intimidades: das fitas cassetes aos CDs preferidos, minhas luvas de musculação, as moedas de troco, o batom e outras coisas que nem posso contar.
E, hoje, a Mariana com aquele olhar sereno me informa que estar dentro dele não me protege de ser sistematicamente analisada e controlada. Mais que isso, que podem me proibir de usá-lo se julgarem que não estou me comportando como esperam.
Tudo bem. Lei é lei. E o melhor lugar para aas mãos do motorista num carro em movimento é mesmo o volante. E meu cachorrinho está em maior segurança no banco traseiro. Mas, pontos na carteira??? Apreensão do veículo por reincidência?
Em minha cidade, “marronzinhos” se atocaiam em curvas e atrás de arbustos e placas para surpreender infratores. Montam acampamentos com direito a guarda-sol no limite entre os 60 e o 70 permitidos nas principais avenidas.
Desculpem, mas não consigo vê-los ali intencionando prevenir acidentes ou educando o trânsito. Quando passo por eles, e tenho a felicidade de vê-los através de seus “esconderijos”, quase posso tocar no oportunismo da cena.
Meu torcicolo piorou. Mas, decidi não reclamar. Ao menos, essa limitação foi eu mesma que me impus e obedecê-la pode não me dar prazer e proteção, mas também não me causa prejuízos, nem subestima minha inteligência.
- posted by Mara
Terça-feira, Setembro 16
MANOBRAS PERMITIDAS...
...E DESEJADAS!!
Definitivamente existem coisas que são admiráveis. Posturas, feitos, atitudes e até intenções são, é claro, contribuições que sempre estarão pendentes na tênue linha que separa o memorável, do inútil. Sem falar no risco de serem nocivas.
Do outro lado também tem gente que pensa no que ninguém antes sequer atentou. Age onde muitos ficaram estagnados e que gastam todos os dias de sua vida sem sequer intencionar fazer algo produtivo e bom.
Como o número equiparável entre esses dois tipos de seres humanos é significativamente desigual sempre que alguém faz algo valioso, soma-se ao feito, a exclusividade criativa do mesmo.
É o caso desse texto que encontrei hoje na Internet. Sabe aquelas coisas que você vê e pensa: “- Poxa, queria ter tido essa idéia, ou escrito esse texto?”
Pois é! Adoro gente criativa e bem humorada. Essa combinação, a meu ver, é perfeita para esclarecer de vez as diferenças entre a piada e o sarcasmo escroto, entre o humor e a maledicência.
Separa o comediante do inconveniente e, o talento, do amargo parasita. Mas, a distância entre esses pólos não é apenas frágil, é também sedutoramente passível de ser transposta por quem não é dotado das características necessárias.
Daí a minha admiração. E é com ela que me sustento para reproduzir aqui, apenas um, dos muitos textos inteligentes e bem humorados do colega blogueiro ( também uma de suas muitas qualificações) Nelson Moraes.
Com o título:O stand-up de Machado de Assis. , Nelson nos brinda com o seguinte texto:
(...) Quer dizer que em setembro agora faz um século que eu morri?
Bem que estranhei o silêncio prolongado: achei que estava era faltando assunto na última reunião da Academia Brasileira de Letras (risos).
Aliás, falando na Academia, depois que aquele cirurgião plástico e aquele político maranhense se elegeram lá é que fui ver que meus primeiros sonetos não foram a coisa mais execrável que já criei (risos).
Pensando bem, essa é a melhor maneira de um mulato ingressar numa academia sem recorrer ao sistema de cotas: fundando uma! (risos)
E não, não procede a tese de que escrevi Memórias Póstumas de Brás Cubas para inaugurar o realismo brasileiro. Na verdade foi laboratório para poder tentar o circuito de stand-up comedy cem anos depois de morto (risos).
É que eu tenho que defender uns caraminguás, ora: o que vocês fariam se sua obra caísse no domínio público? (risos)
E já estou pressentindo um ou outro aí na platéia impaciente para saber se afinal de contas aquela minha mais famosa personagem foi fiel ou não.
Não vejo o porquê do mistério: evidente que foi! O cão é o melhor amigo d... Ah, não é do Quincas Borba que vocês falavam?(risos)
E, sim, ouvi dizer que o Harold Bloom me incluiu entre os maiores escritores de todos os tempos. Bom, lista feita por um judeu e que inclui um mulato não é lista: é cardápio para skinheads (risos).
Como? O que acho dos filmes baseados em minhas obras? Olha, vi todos e se reforçou mais ainda aquela certeza sobre meus primeiros sonetos, sabe? (risos)
Ah, e uma recomendação: quando seus filhos forem fazer pesquisa escolar sobre aquele consagrado membro da ABL conhecido como bruxo e que ostentava um cavanhaque grisalho, expliquem que não, não se trata do Paulo Coelho! (...)
Vamos combinar? Não sei se o texto é de autoria dele, mas, que é o máximo, não tenho a menor dúvida! Aliás, quero aproveitar pra dizer que não sei o número de acessos que o Nelson tem em seu blog, sei que o número de comentários é pequeno...
Isso não nos leva a pensar que tem muita gente, muita mesmo, no lugar exato onde deveria estar? E que ao Nelson , além de um grande articulador conhecedor da arte de escrever, é também um enorme sortudo? Talvez não seja recomendável deixar um GPS como ilustração desse texto. Mas, confio na sempre individual e intransferível capacidade de cada um interpretar assetas que indicam o melhor caminho. Assim, Boa Viagem...
Nas palavras dele no template de seu blog:
“Até agora, nenhuma terra à vista. O jeito é continuar singrando as vagas e torcer para que a esquadra de caça aos trocadilhos não nos ponha a pique.”
É Nelson, navegar é preciso!!!
- posted by Mara
Sexta-feira, Setembro 12
EU POSSO... EU QUERO...
... EU CONSIGO!!
Por total falta de tempo e de interesse eu ainda não tinha feito as contas. Mas, resolvi fazê-las e constatei: Nessas eleições tenho vinte e dois amigos concorrendo á cargos públicos, além de um primo. Dois para prefeitura e vinte para câmara municipal.
Sinceramente, não sei se me espanto e me calo, ou se transformo esse post em comédia. Anotem aí: psicólogos, jornalistas, dentistas, empregadas domésticas, “políticos profissionais”, médicos e até desocupados, formam as categorias que compõem esse pleito.
Mas, são meus amigos. Todos de uma maneira ou de outra, interligados em minha rede de relacionamentos. Todos me enviam e-mails, “santinhos”, saudações e convites. Todos repentinamente lembraram-se de regar nossa amizade.
É bem verdade que muitos já vinham fazendo isso com a freqüência que se espera dos amigos. Mas, nem mesmo eu sabia que tinha tantos amigos capacitados para exercerem tais funções. Os conhecia naquilo que faziam até então.
Vou confessar um segredo: nenhum deles terá o meu voto. Alguns, em detrimento de já saberem disso, confiam em meu poder de comunicação e seguem me assediando com tal objetivo. Outros andam gastando cartuchos à toa.
Os motivos dessa minha decisão polêmica são simples: voto em minha cidade natal. Nunca transferi meu título. Primeiro porque a burocracia pra isso é chatíssima e, depois, porque nunca me senti no direito de interferir no andamento de uma cidade que jamais adotei como realmente minha.
Apesar disso, ou talvez por isso, estou irremediavelmente associada a uma das figuras políticas mais importantes da minha região. O fato de sermos amigas, de nos querermos acima de qualquer papel que representamos fez de mim, aos olhos de todos, sua correligionária definitiva.
Além disso, publicamente já compartilhamos diversas situações. Desde declarações escancaradas de carinhos mútuos até em alternância em condução de programas de televisão. Ela, além disso, anuncia-se como minha irmã por adoção.
Eu poderia ficar aqui horas enumerando as qualidades que me fez elegê-la como amiga. Mas, quando a defino, sempre me resumo a dizer que a invejo e a desprezo. Invejo por sua determinação e a desprezo porque se transformou em uma péssima amiga.
Nunca tem tempo pra mim. Está sempre metida em situações em que a imprensa está presente e ávida. Adota posturas e empreende lutas pelas quais eu não dispensaria dez minutos do meu tempo. É política dos pés até a raiz do cabelo.
Tenho assistido suas explanações na televisão e apenas lá que descobri que ela emagreceu muito, que mudou a cor dos cabelos, e que aprimorou expressivamente sua oratória. Sua origem humilde, agora, quase passa despercebido.
Filha de lavradores, foi doméstica, cozinheira e vendedora de panelas de porta em porta. Dessas funções conseguiu dinheiro para cursar a faculdade de Comunicação e, depois de concluí-la, a população nunca mais passou um dia sequer sem ouvir suas aspirações e reivindicações.
Vereadora por quatro mandatos consecutivos, mais tarde, elegeu-se como a primeira mulher deputada estadual da região, com 140.712 votos. Tornou-se então a deputada mais votada de todo o país.
É um fenômeno. Mas esse não é um post – campanha. Se o fosse eu teria que enumerar suas outras qualidades, que vão desde suas obras sociais até sua representação em espetaculares feitos administrativos.
Todo esse blábláblá é apenas para rebater meu próprio preconceito em relação a certas figuras hilárias que vejo no horário político. Gente sem dente, sem verbo, sem tempo e aparentemente sem noção que nos faz rir de suas pretensões políticas.
Quando olho minha amiga hoje, com 96% de intenção de voto para a prefeitura, numa cidade com hum milhão de habitantes, lembro-me da primeira vez que a vi. Lembro das centenas de pessoas que a excluíram e debocharam de suas maneiras simplórias.
Pra ser mais sincera e temerosa ainda, lembro-me de nosso Presidente da República. A prova mais inequívoca de que a origem não reflete o caráter, nem as intenções de ninguém.
E mais: que boas intenções não fazem um bom governante, mas que bons seres humanos podem fazer de suas intenções virarem boa vontade política.
Aposto em minha futura prefeita. Aposto também nos oito ou nove, dos vinte e dois amigos que comporão a câmara municipal da cidade. Dou a eles o benefício da dúvida e quatro anos inteiros para provarem que minha mãe estava certa quando me ensinou:
“Se quiser conhecer alguém, dê a ele, o poder!”.
Ou que a minha amiga e futura prefeita Darcy Vera sentenciou uma vez: “É possível tirar o pobre da pobreza, mas é muito mais difícil tirar a pobreza do pobre!”. (E, posso garantir, ela se referia a pobreza de espírito).
Não gosto de política partidária, mas amo filosofia e psicologia. Dessa maneira, o que estará em jogo nessas eleições em minha cidade, são as minhas expectativas e minha sempre inabalável fé no ser humano.
Que Deus tenha piedade de nós!
- posted by Mara
Terça-feira, Setembro 9
NINGUÉM É EXATAMENTE...
...DO TAMANHO QUE PENSA SER!
Levante a mão e acene espalhafatosamente quem nunca sentiu que, numa conversa ou situação, nada e nem ninguém pareceu perceber que você estava presente. Quem é que nunca se sentiu ignorado, desprezado e até diminuído em algum momento na vida?
Essas ocasiões são tão complexas que geram, a meu ver, uma das mais constrangedoras situações sociais que alguém pode viver. Exige de nós uma capacidade de análise que o próprio sentimento que nos abate trata de distorcer.
Nenhum outro sentimento é tão vago e ao mesmo tempo tão palpável quanto esse. Além disso, quase sempre, nos coloca numa tremenda saia justa: se reagimos, corremos o risco de sermos injustos. Se calamos, nos colocamos a disposição do demônio do Complexo de Inferioridade.
Vale dizer que esse tal complexo, longe de ser um xingamento, está catalogado no anais dos compêndios psicológicos. Mas, apenas quando é sistemático e imobilizador, portanto, reservado para casos patológicos.
Entretanto, ninguém está completamente livre de vivê-lo sazonalmente. Menos ainda, de repeti-lo inconscientemente toda vez que o identifica com situações vividas anteriormente.
Assim, se alguma coisa, alguma vez o intimidou saiba que muito possivelmente esse sentimento se repetirá em situações que sua mente identificar como semelhante à vivida na ocasião. Mas, nem por isso se enquadrará como patológico.
Doença ou não, esse sentimento é aniquilador. Abala até a mais vaidosa das personalidades. Nem mesmo os “mais seguros de si” estão livres. Aliás, esses serão os primeiros a sucumbir.
A essência é sempre a mesma, a única flexibilidade está na reação. Cada um reage de acordo com a intensidade e a circunstância. É, portanto, imprevisível! Aí é que o bicho pega, que mora o perigo!
Mas, o que mais intriga nessas situações é a dúvida, quase sempre, impossível de ser esclarecida: estamos mesmo sendo subestimados ou apenas nos sentimos assim?
Parece retórica, mas não é. Responder a isso pode determinar a extensão do dano causado. Pode por fim ou agigantar a um sofrimento que, no fim, pode revelar-se como sem fundamento.
Mas quem é capaz, com o estomago contraído, nó na garganta, mãos e olhos que não sabem onde se fixar, de ter serenidade suficiente para pensar com clareza sobre isso? O resultado inevitavelmente será, no mínimo, vários minutos de angústia.
Nem sempre temos o tamanho que gostaríamos de ter. Quase sempre não somos aquilo que julgamos ser quando estamos satisfeitos conosco mesmos. Os mesmos elementos que regem nossa alta auto-estima são os que a aniquila no minuto seguinte.
Sempre duvide de quem sempre “se acha”. É puro mecanismo de defesa. Comportamento adquirido justamente para sobreviver a situações assim. É válido, desde que saibamos quando detê-lo.
A sugestão é que nunca formemos juízos na hora. Que esperemos até que os ânimos estejam menos avassaladores e depois, só depois, façamos uma análise honesta da situação.
Pode ser que, com isso, se descubra que estávamos sendo vítima de alguém que estava ainda mais inseguro que nós mesmos. Que essa insegurança o fez “defender-se” e sobrepujar quem julgou superior naquele momento: adivinha quem?
Não é incrível? Pensado assim, não fica tudo mais fácil? Mais fácil até que tentar mobilizar toda nossa energia buscando justificativas onde não encontraremos nenhuma senão uma provável auto-tortura.
Mas, convenhamos, tem gente que é mesmo dotado do dom de ser insuportavelmente arrogante. Gente que só é mesmo tolerado por quem o conhece bem e o perdoa por esse desvio em seu caráter.
Vítimas despreparadas, sempre somos pegas de assalto. Sem que tenhamos o conhecimento prévio dessa “qualidade” do nosso algoz. Respire fundo. É a vida. Talvez tenhamos que nos aproximar desse sujeito se precisamos manter algum tipo de relacionamento com ele.
Do contrário, empine o nariz e defenda-se também. Nem que seja apenas no momento, mostre-se superior e inalcançável. Adote um olhar blasé, frases de concordância e evite, a qualquer custo, medir forças com ele.
Daí, vamos equilibrando a convivência e, também, nossa capacidade de conviver com as diferenças. Nada de maldizer, de desvalorizar ou desprezar a capacidade de vingança de um ego ferido.
Sabemos quem somos. Mas, não podemos esquecer que sempre haverá alguém que saberá fazer mais e melhor que nós mesmos, qualquer coisa que empreendermos. Da mesma maneira, sempre haverá os que serão menos capazes.
Eu, particularmente, acredito e admiro quem é determinado e confiante. Aposto na vaidade e na ambição como alavanca pessoal. E estou segura que um bom marketing pessoal é capaz de camuflar deficiências até que tenhamos tempo para corrigi-las.
Mas, características assim, em pessoas de caráter generalizadamente duvidoso, pode ser um instrumento de destruição poderosíssimo. Resta-nos, então, uma única alternativa: desenvolvermos nossa capacidade não para evitar nos sentirmos inferior, e sim de evitar quem acredita mesmo ser superior.
Consta que um que se sentiu inferior, delatou e traiu a um que se sabia fundamental e no fim, ambos, acabaram mortos. Um atirou-se de um penhasco e o outro, crucificado por um terceiro que se julgava com poder superior.
Lavar as mãos nem sempre apaga da história, a nossa culpa e a responsabilidade de não termos nos posicionado. Ninguém é exatamente do tamanho que pensa ser, mas uma dose de humildade pode ser um bom começo!
- posted by Mara
Domingo, Setembro 7
ASSIM CONTINUA UMA HISTÓRIA DE AMOR...
- posted by Mara
Sexta-feira, Setembro 5
DESACELERE...
PENSE NO CARONA!
Finalmente, depois de dias extenuantes, tive uma pausa. E nela, não conseguia evitar pensar em maneiras de detê-la. Dizia minha mãe: “Cuidado com o que você pede em oração, porque pode ser que seja atendida”. Tinha razão, como sempre.
É incrível como uma mente ociosa, ainda que por algumas horas, é capaz de articular. Torna-se sistemática, pessimista, torturadora e, principalmente, tende a consumir qualquer porcaria que se apresente.
Em dado momento, me lembrei do blog e que gostaria poder escrever alguma coisa. Passei por aqui e li os poucos e valiosos recadinhos. A culpa aumentou. Resolvi buscar inspiração na blogosfera... Nem preciso dizer que foi uma péssima idéia.
Então resolvi ir à contramão da tendência de minha mente desocupada e refletir sobre o próprio blog.
Lembrei-me de quando eu resolvi fazê-lo incentivada por uma mente tão adoecida e cega quanto a minha estava na época. Mas, me sentia justificada pela crença de que estava fazendo algo útil e bem-vindo.
Os primeiros posts eram cheios de boas intenções e saudades. Mas, o tempo se encarregou de desvelar não apenas a inutilidade de minhas intenções, como também os sentimentos que ele despertaria.
Uma reviravolta e, sem que eu me desse conta, ainda incentivado e muitas vezes implicado em uma trama muito bem engendrada por mentes maléficas por trás da tal mente doente que supostamente me apoiava, o blog passou a ter características semelhantes das que eu tanto reprovava nos outros.
Os posts que se seguiram tornaram-se diários, agressivos, missionários. A compulsividade ditava a urgente necessidade de debater, aclarar e a pretensão era, então, ser o paladino da justiça e da verdade. Hehe..
Eu, como disseram na época, com toda minha alardeada capacidade intelectual estava sendo ingênua e maquiavelicamente manipulada e nem me dava conta. Excesso de confiança no ser humano. Calo profissional, fazer o que né?
Fui alertada centenas de vezes. Muitas delas, por pessoas que também sucumbiram á mesma manipulação e que depois de minha “cura” sentiram-se abandonadas em sua vingança e voltaram aos seus lugares de origem. Graças a Deus!
Esse fato, na verdade, foi o sinal. Foi quando percebi que vinha tentando salvar quem não merecia ser salvo, porque não o desejava. Percebi que ao tentar mostrar-lhes a verdade, eu os tiraria do convívio dos iguais...
Pior, pouparia os anfitriões de seus lugares de origem, de ter em seu meio, pessoas que de fato os merecia.
Em outras palavras, estava arrebanhando o que havia de pior acreditando ajudar, enquanto estava apenas favorecendo a quem os havia doutrinado, de ter que conviver com eles.
Como “não há mal que não se acabe nem bem que não tenha fim”, esses seres se aborreceram por aqui e voltaram sozinhos. E eu me senti livre para seguir por mim, para mim e para onde desejasse.
Hoje, reavaliando tudo, concluo: Essa é a chamada experiência. A necessária vivência no inferno para dali, enxergar o paraíso. E o meu paraíso é, agora sei, a liberdade de escrever quando posso, sobre o que desejo e a certeza de ser lida por quem realmente quer e não para comparar ou buscar assuntos para debates inúteis.
Muitos blogueiros antes de mim descobriram essa delícia. A solução encontrada foi muito variada. Uns fecharam as portas de comentários, outros mudaram seus editoriais e muitos abriram mão definitivamente do hábito de se partilhar conosco.
Outros estão apenas “dando um tempo”. Mas, o fato é que seja qual for à solução, todos têm meu apoio e carinho.
Qualquer coisa é melhor do que ver dia-a- dia, hábitos nocivos e personalidades distorcidas nos freqüentarem sem que possamos distingui-las das poucas e necessárias amizades verdadeiras que fazemos por aqui.
Nessa semana que me ausentei aqui do blog, o Jesse Valadão morreu. O Fernando Torres também. Um avião derrapou em Congonhas no mesmo local do acidente da TAM, Obama provou ser um fenômeno de comunicação, a ONU anuncia que 600 mil precisam de ajuda humanitária no Haiti, e por aí a fora...
Eu, de meu lado, dei um grande passo rumo à realização do meu maior sonho. Recolhi e ainda estou juntando os resultados de toda uma vida dedicada às pessoas, a comunicação e a compreensão dos enigmas da alma humana.
Enfim, a vida segue! Cheia de emoções, de aventuras. E muda a cada minuto. Mudança que nos ocupa, preenche nossa mente e dão sentido as nossas vidas.
Daí que escrever em um blog, torna-se o que deveria ser: um exercício a ser praticado visando ser agradavelmente prazeroso.
Qualquer coisa diferente disso é muito perigosa nas mãos de quem tem a mente ociosa, a vida sem interesses pessoais válidos, ausencia de amor real de outros e sonhos a realizar.
Fazer de um blog o centro de uma existência é, apesar de compreensível, um perigo que só se submete quem não tem mais nada com que se preocupar. Mas, se tirarem isso de suas vidas, o que restará?
Assim, fica um “toque” do jovem nascido e criado sob a bandeira do risco calculado, Bruno Senna:
“Pensar no perigo faz você desacelerar!”
Assim, obrigada Bruno. Entendi a mensagem, amado mestre!
PS: CARACAS...estava relendo o post de meu celular e ia corrigir meu erro quanto à um dos mortos da semana, ( quem morreu foi Waldick Soriano e nâo Jesse Valadão), quando vi o alerta do Mack. Daí resolvi fazer uma analogia ao próprio post: As vezes, se desaceleramos também corremos o risco de ficar estacionado no passado. Jesse Valadâo morreu em 2006 como me lembrou o Mack. Mas, confesso, sempre confundi os dois!