Cheguei tarde. Mas, para o tema desse post, dar importância a cronologia temporal é, pra dizer o mínimo, ridículo.
A essa altura, tendo conquistado tantos “Oscars”*e ter versão em DVD, “O Curioso caso de Benjamim Button” já deve ter deixado as prateleiras dos “lançamentos” e, com certeza, você também já o viu.
Bom também! Assim me poupo de descrever a intensa emoção que senti em cada centímetro dessa obra prima cinematográfica e me atento a interpretação das conseqüências dessa emoção em meu cotidiano.
E, com isso, remeto-me a frase inicial: “cheguei tarde!”. Às vezes e, com muito mais freqüência ultimamente, tenho percebido que essa frase é cada vez mais apropriada.
Acabo de retornar de uma sucessão de experiências fascinantes e únicas e, tudo que consigo me lembrar com clareza descritiva são as partes que foram mais incomodas sob o ponto de vista psicológico.
Minha mãe diria: “Depois de velha deu de sentir medo, menina?” Medo de voar, medo de ataques terroristas, de perder o sono, de esquecer de comprar as coisas necessárias... Medo de ser feliz!
Tudo bem! Repetir frases da nossa genitora já é, em si, um grande indicativo de que estamos mesmo envelhecendo já que as mesmas sempre foram sábias, mas só agora, fazem sentido e damos crédito.
Estou envelhecendo! E não me venham com bobagens do tipo “envelhecer é uma dádiva” ou “estou apenas mais experiente”. Envelhecer é um fato tão concreto e doloroso quanto inevitável.
Trabalhei tempo suficiente com pacientes terminais pra aprender que seja lá qual for a forma em que se vive, na hora derradeira sempre nos restará uma esperança de barganha por alguns minutos a mais.
Sinceramente não tenho muito do que me queixar até esse ponto de minha vida. Mas, me parece profundamente injusto que exatamente no momento em que começo a entender isso, um declive existencial ameace o meu prazer de desfrutar dessa benção.
A verdade é que me sinto no auge de minha existência. No apogeu de minha inteligência, do vigor físico e da ânsia de viver. Entretanto, já começo a sentir o peso da urgência de ter que usufruir disso tudo no menor tempo possível para não perder a oportunidade.
Talvez por isso, tão freqüentemente tenho constatado que cheguei tarde. Tarde para ter maturidade e dinheiro para desbravar o mundo sem que isso me custe muitas horas de tensão e pânico, pregada á um assento de um avião.
Tarde para apreciar museus respeitando a delicadeza impressa pelo tempo em cada linha, sem ter que pensar se terei fôlego para uma noitada posterior na Broadway.
Tarde para não me deslumbrar diante de coisas que para meu filho são tão familiares e assim por diante.
Meu filho cresceu, meu cachorro envelheceu e, aparentemente, o único consolo que posso ter é pensar que os adultos que conheci quando adolescente, hoje são “experientes” humanos.
Experientes demais, eu penso. A ponto de não darmos importância ao que pensam ou falam. São tediosos e lentos, arqueados e não compartilham de quase nada daquilo que me interessa.
Os americanos têm uma maneira bastante visível de reverenciar seus velhos. Rampas, entradas especiais, resorts e qualquer coisa que os lembre de que fizeram parte de uma coisa muito importante e que devem enfim, terem o conforto que merecem.
Nós, brasileiros, não somos tão generosos. Mas, esse comportamento proporcionalmente inverso me faz pensar que quero, agora, esse conforto e respeito que todos dizem, ainda que não proporcionem, que merecei em minha velhice.
Benjamim Button é um alerta. É uma profecia sobre o passado, se é que isso pode ser dito. É um convite pra que aprendamos antes que seja tarde demais a exigir de nós mesmos o respeito e felicidade que adiamos diariamente.
Mostra que envelhecer ou “enjovecer” faz parte do mesmo destino. Pode ser o fim ou o começo, mas sempre nos levará gradativamente pra longe daquilo que tanto queremos que seja eterno.
Nova York, á exceção das Torres Gêmeas, continua exatamente como eu a conheci. Nem menos populosa, suja ou eufórica. Nem mais, deslumbrante e surpreendente. Mas, eu a vi com os olhos que mudaram ao longo do tempo.
Queixei-me da chuva fina, do sol intenso, do cheiro de bueiro e da extensão das atrativas avenidas. Chorei diante dos mortos de cera: Lady Di, Airton Senna e o Papa João Paulo.
Também ri do visual congelado a vinte anos do John Travolta e do eterno “Indiana Jones”. Decepcionei-me ao constatar que a “Liberdade” é bem menor do que deveria ser e me orgulhei em compará-la ao nosso “Redentor”.
E no interior da Saint Patrick’s Cathedral só conseguia pensar que Deus ficaria constrangido com tanta ostentação.
Mas, foi em meu retorno, da janela do avião é que vivi sensação mais desejada e persistente de todo o meu percurso novayorquino: alívio por estar de volta, sã e salva.
Daí, entendi: Cheguei, talvez pela primeira vez, a tempo! A tempo de entender que não importa o quanto adiante eu siga, o que quero sempre e desesperadoramente, é... Voltar! E, de preferência, a tempo!
* Em tempo: Ninguém se decide, depois de tanto tempo, qual é afinal, o plural do prêmio máximo da Academia. Espero ter tempo pra decifrar esse enigma!
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Segunda-feira, Julho 27
JUNTOS... VOLTAMOS...
..DEUS,VOCÊS E NÓS!
E assim, em poucos dias, conto da minha gratidão e êxtase de ter estado num lugar tão mágico!
- posted by Mara
Sábado, Julho 18
COM OS PÉS NO CHÃO...
E A CABEÇA NAS NUVENS!
777-300/200. Essa seqüência de números bem que poderia ser um desses números gratuitos de acesso a enquetes ou número de série de um aparelho eletrônico ultramoderno tão inútil quanto irresistível.
Mas, não é. E não se trata também de um número de emergência pública ou de auto-ajuda tipo C.V.V .
Mas, e se eu dissesse que, de uma maneira indireta, esses mesmos números estão relacionados a todos esses aspectos típicos da vida moderna e muito mais?
Esse é o número de identificação do Boeing da American Airlines que faz o trajeto dominical São Paulo- Nova York e, acreditem, eles nada me diziam até que meu bilhete fosse emitido alguns dias antes da queda do avião da Air France.
Não vou nem falar daquelas coincidências que geram e-mails de profecias catastróficas. Mas, confesso, ando meio cansada de ter minhas programadas viagens coincidindo com acidentes aéreos. Ou tenho viajo demais, ou...
Lembro-me da emoção da minha primeira viagem aérea. Terapia de choque. Vôo internacional, em classe econômica, e a sorte de ter ao lado um homem que tinha pavor de voar. Sobrevivi e adorei.
Adotei, depois disso, um discurso de “nunca mais vou de carro para distâncias superiores a 400 kilometros”. Apaixonei-me pelo suco de laranja, artificial e único, servido a bordo e apelidei as saias das “aeromoças” de “demi-bombe”.
Ah! E as aeromoças ainda eram chamadas assim.
Mas, isso foi há muito tempo. Naquela época aviões não caíam como folhas no outono. Aliás, essa estação nem é muito observável nesse lado do trópico e, portanto, pouco familiar pra mim.
A idade, a TAM, o acesso popular aos vôos comerciais, e a tecnologia tratou de encurtar não apenas a distância entre mim e os destinos que sonhei conhecer, como também o prazer de percorrê-la.
Minha fé, minha formação em psicologia médica-intensiva, e minha tão ostentada inteligência racional estão, desde então, em franco conflito com minha outra formação: a de jornalista.
Mas, nem é preciso ter vícios jornalísticos como valorizar estatísticas, apurar fatos ou buscar fontes fidedignas para constatar, afinal, o óbvio: aviões têm caído mais e, quase sempre, não sobre ninguém pra contar a história.
Daí que: ás favas a psicóloga, a jornalista, a otimista e a super-mega bem-informada pessoa que existe em mim. Vejo-me desenvolvendo uma típica e, atualmente, bem justificável, ansiedade crônica quanto a voar.
Nem caberia aqui destacar todos os sintomas que caracterizam essa fobia. São tão comuns a tantas pessoas que corro o risco de colapsar o Google se utilizar as palavras chaves como “medo” e aviação”.
Mas, esse é um post solidário. É pra dizer que nem só de “Prozacs” se faz um autocontrole. Confessar uma fraqueza nos dá um poder inacreditável. Devolve, entre outras coisas, o controle da situação cuja antítese é o cerne da ansiedade em questão.
Também dá aos outros o dom da profecia. Imaginem se acontece algo em meu vôo domingo? Vocês poderão dizer: “...E ela tinha tanto medo de voar! “ ou, “dois dias antes ela escreveu sobre isso!” etc...
Pode dar notoriedade também. O GI da Globo.com colocará em manchete: “Passageira relata seu medo de voar, dias antes em seu blog” e a Fátima e o Bonner, antes do boa noite, dirão:
“Fiquem agora com as imagens postadas por passageira em páginas da internet”. Boa Noite!
Entenderam? No dia seguinte viraremos notícia, nossos parentes farão associações, o governo será criticado, os grupos de resgate serão crucificados e as caixas-pretas serão o big brother da vez.
Tudo, é claro, se outro avião não resolver cair, desaparecer ou der um showzinho á parte nos aeroportos do mundo, sem o assunto anterior se esgotar.
Definitivamente, não quero voar. Mas quero muito ir a Nova York. Quero muito desfrutar o glamour que centenas de milhares de outros passageiros desfrutam ao descerem de seus respectivos aviões, em segurança, no solo americano.
Mas, quero muito mais voltar. De preferência, sem traumas ou más lembranças. E, por favor, sem turbulências.
As promessas, mandingas e os rituais (velhos e novos) que faço, prometo descrever na minha volta. Quem sabe a curiosidade os faça incluir meu vôo em suas orações e, garantam um reforço a mais as minhas.
Assim, rezem para que tenhamos uma boa viagem!
- posted by Mara
Quinta-feira, Julho 16
NEM TÃO DOCE...
...NEM TÃO BRANCA!
”Amo tanto e, de tanto amar, acho que ela bonita...
Auto Estima versus vaidade! Assim se define também a humanidade. Isso tudo não é fascinante?
Depois de procurar bastante por pontos que diferenciem e/ou assemelhem os homens de outros animais, esbarrei na óbvia conclusão que a maior e mais significativa diferença entre eles é a vaidade.
Nenhum outro animal, na história feita pela própria humanidade, construiu palácios, subestimou civilizações, promoveu guerras sangrentas ou buscou tanta expansão existencial ou territorial, como o homem.
Movidos por essa qualidade exclusivamente humana, sábios transformaram-se em idiotas, líderes em déspotas, amigos em rivais, bem intencionados em políticos. E o caminho de volta acabou sempre obstruído pelos braços inescrupulosos e resistentes do poder.
Mas, verdade seja dita: a vaidade alheia só se torna escancaradamente incomoda quando a olhamos através da nossa. Se assumida, é possível vê-la sem a névoa que ela mesma cria sobre todas as nossas “verdades”.
A vaidade não é, entretanto, uma qualidade social como pensamos. Tem pouco, ou quase nada, a ver com dinheiro ou narcisismo. Está intrínseca e diretamente ligada ao caráter, ou a falta dele.
Aos vaidosos é creditado um sem número de outras características igualmente polêmicas: egocentrismo falta de escrúpulo, ganância, sensação de imortalidade, maldade e, ironicamente, falta de humanidade.
Entretanto, muitos se vangloriam de possuírem-na. Tudo bem! Faz parte da vaidade deles gabar-se de tudo aquilo que acreditam serem os únicos a possuir.
Inteligência, beleza, poder, dinheiro, coragem e até a bondade são alvos de sua cobiça. Tem algo mais vaidoso do que se considerar um sujeito extremamente bondoso?
É! Na verdade, bondade e vaidade são coisas proporcionalmente imensuráveis. Talvez porque ambas estão, necessariamente, submetidas à avaliação de quem as percebe.
Gosto de pessoas vaidosas. Mas, gosto mais ainda dos que se assumem como tal. Tornam-se menos imprevisíveis e infinitamente menos perigosos.
Gostar pode não ser bem a palavra. Apiedo-me delas. Sensibiliza-me a luta inglória e constante que travam para ascender o conceito que têm de si mesmos.
Sempre me surpreende a maneira como conseguem manter a altivez diante das inúmeras perdas que acumulam no exercício de se manterem a altura (ou acima) das mesmas pessoas que elegeram como espectadores da sua vaidade.
Não tenho nenhum orgulho em dizer que tive que banir alguns elementos assim de minha vida cotidiana. Mas, afastá-los sem fazê-los inimigos é, ao mesmo tempo, uma tarefa árdua e muito reconfortante.
Penso que devemos manter esses vaidosos “de carteirinha” sempre ao alcance de nossos sentidos – todos os cinco. É sempre útil termos um parâmetro para os nossos próprios descontroles.
Diante da percepção do ridículo, da exacerbação e da incontrolável vaidade alheia, é que se torna possível nos abastecer de seu antídoto natural: a auto-estima.
Sacou a diferença?
- posted by Mara
Terça-feira, Julho 7
DAS COISAS QUE APRENDI....
COM TUDO QUE PERDI!
Vivendo e aprendendo. Melhor falando: vivendo e aprendendo a perder. Concluo que a vida é o produto final de inúmeras perdas.
Dito assim pode soar amargo e desesperançoso, mas, não é. Compreender a extensão dessa conclusão também faz parte desse aprendizado contínuo das perdas que assimilamos na medida em que vamos vivendo.
Perde-se a juventude, a ingenuidade, reflexos, as fantasias e, sobretudo, a paciência com as limitações que encontramos em quem se recusa a admitir que esteja perdendo isso tudo.
Claro que também ganhamos muito. Mas, convenhamos, esses ganhos não são, senão, soluções que encontramos para suprir as lacunas deixadas.
Mesmo assim, admito: viver é o máximo. E essas perdas e ganhos são o que desenham, em coloridas emoções, um dia -a -dia cheio de complicações e desembaraços sucessivos.
No fundo, adoro pensar que há alguns anos atrás eu não tinha medo e nem me impressionava muito com acidentes aéreos, que a economia na Ásia pouco me dizia e que gripe suína, eu teria interpretado como uma doença veterinária.
Como, na época, não convivia com porcos, não tinha cartão de crédito e voava bem menos, a vida parecia bem mais simples. Entretanto, havia muitos prazeres que minha pouca idade e dinheiro me impediam de desfrutar.
Era feliz. Talvez, na mesma medida em que sou hoje. Mas, era bem mais fácil admitir isso porque não tinha muita gente interessada em competir pela mesma felicidade. São os ganhos adicionais de crescer acreditando que o que se possui, é suficiente.
O tempo seguiu e levou com ele algumas dessas experiências. Adaptei-as e hoje tenho tanto medo de voar que me sinto impedida de enveredar por horizontes mais longínquos.
Gasto bem mais, mas meu gerente acredita que um dia ainda vou conseguir saldar, ao menos os juros que se acumulam. E, pasmem, lavo minhas mãos e a esterilizo com álcool em gel, no mínimo, sete vezes por dia. Novos tempos.
Hoje amanheci sem saudades do passado. Interpretei esse fenômeno como maturidade emocional. Há quem chame de desesperança, mas o importante é que minha bagagem está significativamente mais leve.
Ainda não abri as janelas, mas através das cortinas escancaradas entendo que faz um frio glacial lá fora. De qualquer maneira, só consigo enquadrar as cordilheiras com seus picos cheios de neve que ameaça espalhar-se sobre a calda translúcida do lago Nahuel Huapi.
Outro dia alguém me disse que só possuía roupas de frio escuras e sem graça. Descobri onde passam as diferenças entre mim e essa pessoa: Vou vestir-me de minhas velhas botas de lã de carneiro cor - de- rosa pálido, meu casaco de forro azul celeste, meu gorro multicolorido e se não me for suficientemente abrigado, sairei pelas ruas, na certeza de que o calor que preciso, encontrarei na próxima esquina.
Tenham um lindo dia de inverno!
- posted by Mara
Quinta-feira, Julho 2
SE TE ENGRIPÁS....
...SALUD!!
Vamos lá: O mundo está contaminado por um vírus que encerra em si, literalmente, certo “espírito de porco”. E daí? Qual a novidade?
As autoridades nos estimulam a não confraternizarmos com os países vizinhos (leia-se: “hermanos”), sugerem que adiemos nosso conhecimento adiantando as tão esperadas férias escolares, ensinam a minimizar os riscos através do uso de máscaras e da lavagem constante das mãos. Além disso, aconselham que evitemos os agrupamentos em espetáculos teatrais e culturais.
Enfim, nada mudou aqui desse lado do planeta. Exceto que, agora, temos uma desculpa mais que bem-vinda para justificar nosso isolamento emocional e social.
Estou na Argentina faz alguns dias e por aqui os cuidados estão redobrados. Entretanto, em detrimento do pânico difundido, anseiam muito pela reversão rápida das recomendações do ministro brasileiro.
Toda a Patagônia sobrevive do turismo, sobretudo, o brasileiro. Por azar, justamente do brasileiro jovem e bem nascido, dos que andam em grupo e se dão ao luxo de fazer viagens internacionais ao fim de cada semestre.
Esses, ironicamente, são os que se enquadram no chamado “grupo de risco”. Assim, talvez a Argentina sobreviva ao vírus H1N1, mas temos duvidas se resistirão muito tempo ao isolamento turístico.
De onde venho, o uso contínuo de máscaras é prática comum. São ornamentadas por diversos apetrechos que possuem a propriedade de se adaptarem ao meio em que estão inseridas. Por vezes, se camuflam e nem se fazem notar a olho nu.
Muitos dos que conheço, na intimidade de seus lares ou de suas almas seguramente se desinfetam compulsivamente ao fim de cada contato mais profundo com outros da “mesma” espécie.
Não são seres repulsivos, acredite. Convivendo com eles, temos sempre a sensação que são assépticos e limpos. Evocam uma transparência que os coloca acima de qualquer suspeita.
A má notícia é que nem por isso são imunes. São, na realidade, hospedeiros. Sofisticadas embalagens de conteúdos virulentos e mortais.
Consola-me estar longe deles nesse momento ainda que tão próxima do perigo real da tal gripe com espírito de porco. Consola-me que pensem que estou susceptível, quando me sinto, aqui, imunizada pelo amor dos que tanto amo e admiro.
Todo esse bla bla bla sobre vírus e transmissores é pra dizer que estou feliz e protegida entre os que amo. Sentindo-me renovada a cada beijo e aperto de mão. Agrupando-me e confraternizando de tudo que tanto me faz falta no restante do ano.
A Argentina segue sendo meu lar. Minha pátria, o Brasil. Meus amigos não têm nacionalidade, idioma específico ou time rival. Reforço, com minha presença, a esperança de que todos possam ver que, o que a doença iguala o preconceito não separa.
Assim, meus amigos, não temam a gripe suína e sim o “espírito de porco” que a usa como escusa para transmitir sua peçonha particular. Temam as articulações políticas e as retaliações de quem esqueceu como se faz para sobreviver sem as máscaras que, agora, estão em alta.
O melhor é que com as máscaras se nota melhor os olhos de quem as usa.